Correio Central
Voltar Notícia publicada em 24/07/2020

Ouro Preto: advogado alvejou entregador no peito e não mototáxista

O projetil entrou pelo peito do entregador e se alojou próximo a uma costela, o advogado e servidor da CEPLAC foi solto.

O entregador Naldo de Jesus Gomes, de 35 anos, que foi alvejado no peito por um disparo de espingarda com chumbo de pressão, disparado por um funcionário de carreira da Ceplac que também é advogado em Ouro Preto do Oeste se recupera da lesão que quase tira a sua vida.

O projetil entrou no peito e alojou ao lado de uma costela, no Hospital Municipal a médica plantonista constatou que não havia possibilidade de fazer uma cirurgia e encaminhou Naldo para o Hospital Municipal de Ji-Paraná.

Devido a localização do projetil, o entregador não pôde operado devido ao alto risco, e se recupera em casa com forte medicação para não sofrer uma possível hemorragia.

O advogado autor do disparo, acompanhado do presidente da OAB, Robson Amaral, e do advogado e ex-vereador Deraldo Pereira, compareceram na Delegacia Civil e representaram o servidor federal e bacharel em direito, que apesar de ter sido detido em flagrante delito pela Polícia Militar pelo disparo e com três armas de pressão em casa, foi liberado.    

Naldo relatou a reportagem do site Correio Central que ele chegou a Ouro Preto do Oeste no final do dia, e foi deixar a encomenda para um servidor da Ceplac que reside ao lado do escritório do órgão federal. Ele havia combinado com o dono da encomenda de ligar pra ele ou para o celular da filha dele para deixar a encomenda. Mas quem surgiu pelos fundos da casa foi o acusado, que já estaria alterado.  

“Ele já me respondeu com ignorância: rapaz some daqui eu não quero ver você aqui não, não mora ninguém aqui não”, relatou o entregador, da forma que foi recebido ao perguntar sobre o morador da frente.  

SE O PROJETIL ATINGE O CORAÇÃO O ENTREGADOR PROVAVELMENTE ESTARIA MORTO

“Eu falei que tinha uma luz ligada na frente da casa e que ia aguardar na calçada, quando eu falei que ia aguardar ele me deu um tiro no peito, eu corri pra trás do carro e vi que eu estava ensanguentado e liguei pra polícia militar”, contou.

Nesse momento, a filha do dono da encomenda saiu para fora com uma criança no colo, e foi orientada por Naldo que estava atrás do carro a correr para dentro porque tinha um homem atirando e poderia acertá-la ou acertar o bebê.

A PM foi ao local, acionou o Corpo de Bombeiros e deteve o advogado, conduzindo-o até a Delegacia Civil. A vítima foi para o hospital local e depois para Ji-Paraná

ADVOGADO ANTIBOLSONARISTA

A publicação não pode divulgar o nome do advogado devido a Lei de Abuso de Autoridade, mas no decorrer do inquérito policial quando ficar melhor esclarecido a editoria do site Correio Central não hesitará em expor os fatos com maior clareza e exatidão.    

No entanto, as páginas sociais do agente são públicas, e a capa de sua página do Facebook revela que ele é ideologista político, pertence a um movimento denominado “Consciência Antifacista” ligado ao partido do ex-presidente Lula. De maneira que, a atitude de atirar em um pai de família que tem um casal de filhos e a mulhee que está grávida de quatro meses, não condiz com o que defende os chamados “antifascistas”, que abominam o atual governo.  

A Polícia Civil não pode prestar informações sobre o caso porque a ocorrência ainda não foi despachada pelo delegado Tadeu Aragão que estava no plantão na noite do ocorrido.

A polícia local informou que, em razão de a vítima não ter sido apresentada, não havia naquele momento o laudo pericial, testemunha e nem elementos para definir o crime naquele momento e realizar eventual flagrante, mas que o caso vai ser apurado em um inquérito e o advogado e servidor federal poderá ser indiciado por lesão corporal ou tentativa de homicídio.

ENTREGADOR NÃO MORREU POR MUITA SORTE

Naldo trabalha há oito anos com encomendas entre Ouro Preto do Oeste e Ji-Paraná, e tem uma vasta clientela entre empresas e pessoas físicas. Na noite que foi alvejado, Naldo trazia de Ji-Paraná uma encomenda para um técnico da CEPLAC em uma das casas da Rua JK, ao lado da Igreja Católica.

A encomenda, tratava-se de uma peça de embreagem de veículo encomendado por uma oficina da cidade para o cliente, servidor da Ceplac. Como o telefone do dono da encomenda e ou da filha dele, que moram na casa da frente ao lado do escritório da CEPLAC, não atendia as ligações o entregador começou a bater palmas, tendo em vista que havia uma luz acesa na frente da residência.

Ao invés de aparecer o dono da encomenda ou a filha, surgiu dos fundos o advogado que mora nas residências da CEPLAC e sabe-se lá por qual motivo agiu da maneira que está relatado na ocorrência policial registrada na Delegacia Civil.

Naldo relatou que questionou o advogado sobre a luz acesa e perguntou novamente, mas afirma que novamente ouviu “some daqui”, “poca daqui”.

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Fonte: www.correiocentral.com.br