Correio Central
Voltar Notícia publicada em 14/02/2020

Igrejas criam estratégias de segurança incluindo o uso de armas contra atentados

Nos EUA, quanto maior é o número de membros da igreja, maior é a preocupação (77%) com estratégias de prevenção de ataques.

A ocorrência de atentados nos Estados Unidos não é um fato recente. Motivados por grupos terroristas ou os chamados “lobos solitários”, isto é, pessoas que geralmente agem sozinhas com uma arma atirando contra grupos de pessoas, eles existem e atualmente assustam mais pela ousadia dos agressores, os quais também transformaram igrejas em alvos.

Diante dessa realidade, os líderes de várias igrejas americanas estão procurando tomar providências para aumentar a segurança dos seus membros, e isso inclui até mesmo a utilização de armas pela congregação. É o que mostrou uma pesquisa da LifeWay Research, sediada em Nashville.

“Cerca de 4 em cada 5 pastores protestantes (80%) dizem que sua igreja possui algum tipo de medida de segurança quando se reúnem para o culto”, diz a pesquisa. O diretor executivo da LifeWay Research, Scott McConnell, explicou que o motivo de tamanha prevenção se deve ao fato das igrejas serem alvos fáceis para os agressores.

“As igrejas são algumas das reuniões mais comuns em qualquer comunidade, e isso as torna alvos”, disse ele. “A maioria das igrejas entende isso e respondeu de alguma forma”, acrescentou.

A pesquisa revelou que quanto maior é o número de membros da igreja, maior é a preocupação (77%) com estratégias de prevenção de ataques. A preocupação diminui em denominações com menos de 100 e 50 membros, já que praticamente todos se conhecem, facilitando a identificação de figuras suspeitas.

Sobre a utilização de armas, 45% dos pastores afirmaram que utilizam esse tipo de recurso em suas denominações. Eles não enxergam conflito entre a Palavra de Deus e o direito à legítima defesa. Pelo contrário! Existe o entendimento de que oração e prevenção devem caminhar juntos.

“Os pastores pentecostais (71%), batistas (65%) e da Igreja de Cristo (53%) também são mais propensos do que os pastores metodistas (32%), luteranos (27%) e presbiterianos ou reformados (27%) a dizer que têm armado membros da igreja como parte de suas medidas de segurança”, informa o LifeWay.

“Embora os métodos variem, a maioria das igrejas começa com os recursos que têm para se preparar para o que eles esperam que nunca aconteça”, disse McConnell, lembrando que os pastores também contam com o apoio da polícia e detectores de metais em algumas denominações.

“Com o planejamento, uma igreja pode ser preparada sem se distrair ou paralisar pela ameaça. Os pastores estão tentando equilibrar duas responsabilidades – proteger as pessoas de dentro, enquanto são tão acolhedores quanto possível com às pessoas de fora”, conclui McConnell.

Fonte: www.gospelmais.com.br