A Polícia Civil e a Polícia Militar pedem prudência aos motoristas, mais cuidado na direção.
A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste registrou até o momento 59 acidentes em 2026, e quase a metade dos sinistros com vítimas lesionadas, e vários óbitos. Os dados da UNISP anotaram ocorrências de Ouro Preto do Oeste, Vale do Paraíso e Teixeirópolis, todavia esse índice é alarmante e enseja que os usuários do trânsito precisam redobrar a atenção. O ano começou mal.
Somente no último final de semana, do feriado prolongado de Carnaval, foram registrados três acidentes com mortes. Na noite de sábado (14), dois irmãos morreram numa batida frontal a 11 km de Ouro Preto do Oeste, em um trecho da RO-470 – a Linha 200. Na noite de domingo, um morador de Ji-Paraná morreu após se chocar de frente em uma motocicleta contra o veículo do prefeito de Urupá, a fatalidade aconteceu no início da RO-473, a Linha 31, no limite de Ouro Preto do Oeste.
Recentemente, um acidente com morte também foi registrado no limite de Ouro Preto do Oeste, na esquina da linha 08 da RO-470, sentido a Nova União, em que uma jovem comerciária perdeu a vida, o marido foi hospitalizado em estado grave, o sinistro foi provocado por imprudência conforme as anotações policiais.
Em Ouro Preto do Oeste, em 28 de janeiro, um adolescente de 15 anos veio da área rural escondido dos pais e bateu com a moto da família contra uma caminhonete, o garoto foi hospitalizado em Cacoal intubado e em coma. O saldo dessa batida: os pais pararam de trabalhar para ir para Cacoal cuidar do filho e ficar de favor em casa de amigos, o garoto não compareceu na escola Joaquim de Lima Avelino para continuar seus estudos, pois permanece lutando pela vida e toda a família parou desde o acidente.
Na cidade de Ouro Preto do Oeste acidentes e colisões banais são registrados rotineiramente. Corpo de Bombeiros e o Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – têm tido muito trabalho na região.
O impacto de um acidente de trânsito é uma reação em cadeia que sobrecarrega toda a estrutura social e emocional de uma comunidade.
Um único evento aciona imediatamente equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e o SAMU, gerando altos custos operacionais para o Estado.
A vítima ocupa leitos de emergência e UTI em hospitais públicos, muitas vezes exigindo cirurgias complexas e reabilitação de longo prazo, o que pressiona a rede do SUS.
Impacto Familiar: Além do sofrimento emocional, as famílias enfrentam a perda de renda e a necessidade de cuidados permanentes com o acidentado.
Muitos sobreviventes carregam sequelas físicas e psicológicas irreversíveis, enquanto os casos fatais geram um luto profundo e irreparável para a sociedade.





