Correio Central

Terras raras: Cientistas colocam Rondônia entre os 12 estados que podem ficar ricos e mudar de patamar no Brasil

Rondônia atua como uma fronteira estratégica, com grande potencial para aumentar sua participação através do aproveitamento tecnológico dos rejeitos de estanho.

 

O Brasil possui uma das maiores reservas de minerais raros do mundo, com o Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicando que o país detém cerca de 23% das reservas mundiais, colocando-o em destaque atrás da China.As terras-raras são um grupo de 17 elementos químicos considerados estratégicos para vários setores da indústria moderna, da produção de carros elétricos e drones de guerra à construção de data centers.

No Brasil, parte da riqueza dessas reservas está localizada em estados como Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia. No entanto, a exploração ainda é limitada, tanto por desafios logísticos quanto por restrições legais e ambientais.

A Revista Brasil Mineral, em publicação recente, citou que Rondônia é um estado de destaque nacional no potencial de terras raras, concentradas especialmente na Província Estanífera de Rondônia (minas como Bom Futuro), com alto potencial para elementos leves como o cério. Embora não seja o líder isolado em reservas, o estado atrai investimentos (como da canadense CREC) e é o maior produtor de cassiterita do Brasil.

Rondônia atua como uma fronteira estratégica, com grande potencial para aumentar sua participação através do aproveitamento tecnológico dos rejeitos de estanho.

O Jornal Diário do Comércio publicou nesta segunda-feira uma reportagem com o título Cientistas revelam 12 estados que podem ficar ricos e mudar de patamar no Brasil, e atualiza sobre os minerais estratégicos estão espalhados por estados do país. Segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), os 12 com mais potencial são:

  1. Goiás
  2. Tocantins
  3. Minas Gerais,
  4. Bahia
  5. Paraná
  6. São Paulo
  7. Santa Catarina
  8. Pará
  9. Rondônia
  10. Roraima
  11. Amazonas
  12. Piauí

Essas regiões contribuem para firmar o país como jogador essencial no mercado global. As terras raras são fundamentais na produção de tecnologias avançadas, como LEDs e baterias modernas, mas o país ainda enfrenta desafios significativos na expansão de sua cadeia produtiva

O alto valor (R$ 23,6 trilhões) se deve à importância estratégica desses 17 elementos químicos na fabricação de alta tecnologia, como ímãs para veículos elétricos, turbinas e componentes de defesa.

Brasil e seu protagonismo nas reservas globais

O país é o maior detentor de reservas de nióbio do mundo, com 16 milhões de toneladas, correspondendo a 94% das reservas globais. Ocupa também a segunda colocação mundial em reservas de grafita, com 74 milhões de toneladas (26%), e em terras raras, com cerca de 21 milhões de toneladas, que representam aproximadamente 23% do total mundial. O Brasil ainda possui a terceira maior reserva de níquel, com 16 milhões de toneladas (12%). Os dados são apresentados na publicação “Uma Visão Geral do Potencial de Minerais Críticos e Estratégicos do Brasil”, do SGB.

 

 


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