Correio Central

Machadinho – Barco que naufragou no ‘poção’ em 2 de Novembro é achado; 4 ocupantes estão desaparecidos

NÃO SÃO TURISTAS: Um morador de Machadinho d’Oeste relatou para o Correio Central que os quatro náufragos seriam de Ariquemes, e estariam na região realizando pesquisas à procura de minério precioso, informação ainda não confirmada pelas autoridades locais. Na manhã desta sexta-feira (01/05), uma foto de um homem no interior da “Neo química Arena”, vestido com uma camisa do Corinthians, morador de Ariquemes, seria uma das vítimas do naufrágio, e seu corpo teria sido resgatado no Rio Machado. Porém, a reportagem não conseguiu confirmar esta informação.    

REDAÇÃO CORREIO CENTRAL – Um pescador do distrito de 2 de Novembro — na histórica Vila Tabajara, área turística e de pesca bastante frequentada por turístas e pescadores, distante a cerca de 80-90 km de Machadinho d’Oeste, relatou os últimos momentos em que os quatro homens em um barco naufragaram e foram sugados pelas fortes correntezas na tarde da última quinta-feira, 30.

Os relatos dão conta que o condutor da embarcação, no desespero, teria engatado uma ré, fazendo com que o motor de polpa empinasse e caísse dentro do barco, os deixando à deriva.

VÍDEO: Momento em que pescadores encontram o barco no Rio Machado

Em um dos áudios, em que a reportagem teve acesso, o pescador narra que observava a movimentação do barco e, em determinado momento, a embarcação naufragou próximo do local assustador conhecido por “poção”, palco de tragédias em que até hoje corpos não foram localizados. A população local conhece os perigos da cachoeira 2 de novembro e evitam chegar nas imediações do “poção”.

“Eles desceram como se conhecesse o rio, tinha quatro pessoas no barco. Agora, quando destampou em cima da cachoeira eles assustou, eles ‘meteu uma ré no motor’ e acelerou, o motor ergueu. Nós achamos até que eles tinham batido num pau, e nós vimos que eles meteram remo na água e começou remar. Nós desamarramos o barco, tiramos as linhas da água, e quando chegamos lá não dava pra ver mais o barco deles”, relata o pescador, afirmando que ele e os colegas desceram aproximadamente por 1000 metros para ver se alguém saia da água para ser resgatado.

Como não tinha o que fazer naquele ponto da cachoeira, os pescadores foram até a vila, entraram em um veículo e foram até outro ponto de remanso na companhia de um ribeirinho, e conseguiram localizar apenas o barco.

Os homens desaparecidos claramente não conheciam esse perigo, segundo o pescador eles desciam à margem esquerda da cachoeira, no canto do rio e, de repente, o condutor da embarcação acelera, o barco descontrola, o motor desliga. “Nós até parou de pescar, acabou o clima de pescaria aqui, pensa num trem ruim, todo mundo meio ‘biruta”, nós achamos que era um menino que estava com a gente, ele não conhece o rio”, desabafa o pescador.


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