Caminhoneiros alertam sobre risco da paralisaçãonacional. O reajuste da Petrobras impacta diretamente o escoamento da safra agrícola no estado.
Lideranças de diferentes categorias de caminhoneiros alertaram o governo federal sobre o risco de uma paralisação nacional. O alerta ocorreu após a Petrobras anunciar, na sexta-feira (13 de março de 2026), um aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel nas refinarias, elevando o valor em cerca de 11,62%.
A ameaça de paralisação ocorre em um momento crítico para a economia local, marcado pelo escoamento da safra agrícola. Qualquer interrupção no transporte rodoviário em rodovias estratégicas como a BR-364 pode gerar impactos imediatos no abastecimento e na exportação de grãos.
A categoria alega que os reajustes em postos de combustíveis por todo o país estão sendo feitos de forma abusiva e desproporcional, dificultando a viabilidade do frete.
Diante do risco de greve em um ano eleitoral, o governo Lula avalia medidas imediatas, tendo inclusive anunciado isenções de impostos sobre o combustível para tentar mitigar a crise.
Embora lideranças regionais e grupos em redes sociais demonstrem apoio a uma paralisação, algumas entidades nacionais, como a Confederação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), ainda buscam diálogo antes de confirmar um movimento generalizado.
Não apenas a redução do preço do diesel, os caminhoneiros cobram o cumprimento da Lei do Piso Mínimo do Frete e a revisão do marco regulatório do setor.
Circula a informação que representantes de caminhoneiros autônomos planejam reuniões para a próxima segunda-feira (16) para decidir os próximos passos do movimento.





