NO ÚLTIMO HOMICÍDIO, DE RAEL SENA, EM NOVEMBRO, HOUVE UMA AÇÃO PÓS MORTE QUE AJUDOU OUTRAS VIDAS.
Em 2025, a cidade de Ouro Preto do Oeste apresentou uma estatística devastadora: 11 vidas foram perdidas para a violência do tráfico de drogas.
Eram adolescentes e jovens que, não faz muito tempo, ocupavam as fileiras das escolas locais, levavam vidas comuns e carregavam sonhos que foram precocemente interrompidos à medida que foram se envolvendo com quem não devia, e tiveram o fim cruel e violento.
A última dessas 11 mortes, o assassinato do jovem Rael Silva Sena Filho, 20 anos, a família autorizou a doação de todos os órgãos e foi possível a doação das duas córneas, do fígado e dos rins. Dois médicos de Brasília (DF) vieram a Cacoal e retiraram os órgãos. “A gente tinha autorizado doar a medula, o coração, fígado, os olhos e os rins do Rael, mas o coração e a medula não foi possível doar porque não houve suporte. No caso da medula só tinha duas horas de duração”, relatou uma familiar de Rael.


Ao entrarem em um caminho que muitas vezes se mostra sem volta, deixaram para trás pais, irmãos, amigos e a normalidade da vida, os sonhos. A sociedade julga, mas existem famílias que sofreram e ainda sofrem.
Essa escalada da violência urbana encontrou uma resposta firme das forças de segurança, que intensificaram o combate ainda no ano passado. O marco dessa ofensiva da Polícia Judiciária contra as facções criminosas ocorreu em 2024, com o fechamento da chamada “Casa da Morte”, no bairro Jardim Aeroporto. Localizada na Rua Londrina, a residência foi palco de uma barbárie que chocou o estado, com quatro execuções brutais, incluindo a da própria dona do imóvel.

O cenário atual em 2025 é o reflexo de uma tragédia social que ultrapassa as páginas policiais. É um alerta urgente para que toda a sociedade olhe para frente e se mobilize, buscando estratégias de prevenção e proteção para que a juventude de Ouro Preto do Oeste não continue sendo consumida pela criminalidade.





