INVESTIGAÇÃO POLICIAL
A Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste elucidou ,num lapso temporal de 8 horas, o crime de homicídio registrado no final da tarde deste sábado (28/1), ocorrido no pátio da rodoviária intermunicipal da cidade, no Bairro Nova Ouro Preto.
Valdinei Souza de Oliveira, 41 anos, que chegou à cidade há quatro meses, de táxi, oriundo de Acrelândia (AC), matou a facadas Edson Vitor Jardim, que tinha 44 anos, e trabalhava na Mecânica Mazioli, na BR-364, segundo anotou a Polícia Militar que registrou o episódio.
Edson Jardim, o Nego, foi golpeado várias vezes no tórax e abdômen

Na UNISP, Valdinei foi ouvido pelo delegado Niki Locatelli e depois de passar por exame de corpo de delito, foi encaminhado para a Casa de Detenção.
A motivação para o crime, de acordo com depoimento do autor do homicídio, teria sido pelo fato de a vítima, que também era conhecida por “Nego”, tê-lo ofendido com palavrões e um termo racista, e depois o provocado e agredido até o seu limite chegar ao fim.
Ainda segundo declarações do autor do homicídio, o motivo da abordagem da vítima dentro da lanchonete da Rodovia foi em razão de uma dívida de R$ 150 contraída com uma lavadeira de roupas do bairro, que o depoente não soube informar se é ou não conhecida de Edson.
Preso em flagrante pela PM, Valdinei disse em seu depoimento, prestado ao delegado Niki Locatelli, que a lavadeira que tinha realizado o trabalho tinha sido informada por ele que só poderia pagar a dívida quando recebesse o valor de R$ 600 do programa Bolsa Família, do qual é beneficiário.
A Polícia Civil não revelou quais foram os palavrões, nem qual foi a frase racista preferida pela vítima, citada pelo autor do crime em seu depoimento.
Valdinei aplicou vários golpes na região torácica e abdominal de Edson Jardim, que foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Emergência) ao HM de Ouro Preto, e morreu no Hospital Municipal pouco depois de dar entrada no Pronto Socorro.
Questionado para dar uma declaração para a reportagem, o delegado Niki Locatelli se limitou a declarar que Valdinei vai responder por homicídio qualificado, embora haja a possibilidade da tese de legítima defesa. O delegado também adiantou que testemunhas citadas pelo autor do crime e também da parte da vítima serão ouvidos para a Polícia Civil concluir o inquérito.
Embora o autor do homicídio tenha dado argumentos favoráveis em relação a atitude vítima, que aparentava estar de fato embriagada, não contribuirá com seu argumento de legítima defesa.
O delegado Niki Locatelli afirmou que a Polícia Civil não vai acatar a tese de legítima defesa, haja vista que o autor do crime, mesmo que tivesse razão, poderia ter evitado o crime,
“Existe o afastamento (no caso, do autor do crime) de forma atual e iminente. O ato dele ir pra casa busca a faca decorre um tempo, um lapso temporal juridicamente relevante, que não vai se enquadrar na hipótese da legítima defesa”, pontuou a autoridade policial.





