O preço do leite pago ao produtor caiu em 2025. A desvalorização real acumulada no período foi de 25,8%. E, nesse cenário, 2026 começou com patamares bem abaixo dos registrados em anos anteriores.
Produtores de leite de diversas regiões do Paraná e do Brasil oficializaram na terça-feira (10), a criação da União Nacional dos Produtores de Leite, o ato ocorreu no recinto do 38º Show Rural Coopavel, em Cascavel. Produtores do Rio Grande do Sul, de Xanxerê e da região Oeste de Santa Catarina também estão aderindo ao movimento, que já se espalha pelo país.


No Brasil existe 98% de representatividade dos municípios na produção de leite, 3° maior pois produtor do mundo, o 4° maior mercado consumidor, 80% vindo da agricultura familiar, onde estes usam como atividade base e a partir daí produzem outros alimentos.
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A nova entidade nasce com o objetivo de representar e defender os interesses do setor diante de uma crise que já se arrasta há três anos. Embora a crise pareça concentrada no campo, seus reflexos são amplos. Se produtores deixam a atividade, a oferta futura pode ser comprometida, enfraquecendo a cadeia e ampliando o risco de pressão inflacionária mais adiante.
O encontro contou com a presença do presidente da Frente Parlamentar da Agricultura no Congresso Nacional, Pedro Lupion, além de lideranças e representantes de entidades ligadas ao agronegócio.
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Custos altos e remuneração insuficiente
Entre os principais problemas apontados pelos produtores estão: custos de produção elevados, preço pago ao produtor abaixo do necessário, aumento das importações, falta de fiscalização e regulação do mercado. Meysson exemplificou a dificuldade enfrentada no dia a dia. “Recebemos R$ 2 e gastamos R$ 2,40 para produzir um litro.”
Os participantes também denunciaram discrepâncias na cadeia produtiva, onde alguns setores obtêm margens elevadas enquanto o produtor rural vive sob incertezas.





