Correio Central
Voltar Notícia publicada em 08/06/2017

Dupla arrebenta parede do muro da Casa de Detenção de Ouro Preto e foge, mas é capturada pela PM uma hora depois

Carlos Magno (sem camisa) e Adenilson Curumim usaram uma barra de ventilador e abriram um buraco na parede do muro de acesso à Delegacia Civil

Dois apenados do regime semiaberto empreenderam fuga da Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste na noite de quarta-feira (7) depois de abrirem um buraco no muro que divide a unidade com a Delegacia de Polícia Civil, que também serve de parede, ganharam as ruas, mas foram capturados menos de uma hora após fugirem.

Adenilson Francisco de Oliveira, o “Curumim” e Carlos Magno Rocha Silva, usaram uma barra de ferro de ventilador para cavar o buraco na parede frágil e envelhecida da unidade prisional, pularam o muro de acesso a garagem nos fundos da DP e ganharam as ruas.

A Polícia Militar foi informada da fuga de Adenilson e Carlos Magno e as patrulhas em diligências nas ruas, com apoio do núcleo de investigação da 3ª Cia/PO/OPO, localizaram a dupla, e os reconduziram de volta à Casa de Detenção.

Adenilson, que é de Jaru, foi localizado na rua João de Oliveira, próximo do Bar do Maranhão, enquanto Carlos Magno foi preso na residência de uma irmã, no Jardim Aeroporto, a rua Argentina, no momento que se gabava e contava a história de como agiu para fugir da Casa de Detenção.   

SUPERLOTAÇÃO

A Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste está com superlotação, o número de presos é o maior de todos os tempos, são 250 apenados internos e mais 50 monitorados, a operação Walking Dead, desencadeada há duas semanas, agravou a situação, que tende a causar situações de indisciplina, fugas, motins e outros agravantes.

Na Casa de Detenção regional de Ouro Preto, cela com capacidade para oito presos está com 20 detentos, não tem como a direção separar os presos de facções, bem como os apenados que estão ameaçados, no seguro, e os conflitos entre eles se agravam a cada dia.  

Soma-se a falta de local para os presos cumprirem sanções disciplinares com a questão do baixo efetivo, a vulnerabilidade da estrutura obsoleta do prédio caindo aos pedaços, transformando a unidade prisional numa ‘bomba relógio’ prestes a explodir.

Da parte dos aprisionados, detento que dorme no chão fica propenso a doenças diversas que se espalham entre eles.

A PM AGIU RÁPIDO E CONSEGUIU LOCALIZAR OS FUGÕES, UM NA RUA E OUTROI NA CASA DA IRMÃ


Fonte: www.correiocentral.com.br