Correio Central
Voltar Notícia publicada em 16/02/2018

Deputado Laerte Gomes pede ao governador que reavalie lotação de professores pelo Projeto Gênesis

“Não é justo, não debateram com os educadores, não explicaram de que forma os professores que estão há anos servindo o Estado serão reaproveitados

O deputado estadual Laerte Gomes (PSDB) solicitou ao governador Confúcio Moura (PMDB) que reavaliasse a lotação de professores do Estado pelo sistema Painel 360 Graus do Projeto Gênesis, que está sendo implantado nas Coordenadorias Regionais da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) pelo secretário Florisvaldo Alves da Silva.  

O Estado adquiriu um painel digital que se chama Projeto Gênesis 360 Graus e funciona da seguinte maneira: o programa se baseia na Lei nº 680, do Plano de Carreira, e a lotação dos professores é automática, com base no Termo de Posse da contratação pelo Concurso, e o servidor deve ser realocado na sua função de origem. Há casos de professores sendo lotados automaticamente no local de origem em outra cidade, onde iniciou atividade há mais 30 anos.

Em situação complicada também estão ficando os professores que fizeram Concurso há muitos anos e se qualificaram em outras Disciplinas, fizeram especialização e se graduaram em áreas que não constavam à época do chamamento e agora estão ficando sem lotação pelo sistema que a SEDUC está implantando.   

Equipe da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) está indo às coordenadorias regionais e fazendo a lotação de acordo com o sistema Gênesis. Dessa maneira, há um grande número de educadores ficando sem lotação e sem saber qual será o seu posto de trabalho. “Não é justo, não debateram com os educadores, não explicaram de que forma os professores que estão há anos servindo o Estado serão reaproveitados, alguns que estão próximos de se aposentarem estão desesperados”, reagiu o deputado Laerte Gomes, se posicionando contrário a maneira brusca que o Projeto está sendo implantado.

Laerte Gomes comentou que até entende que esse sistema 100% online pode ser eficiente para suprir a demanda de professores em sala de aula, mas avalia que ele foi implantado no momento errado e sem critério, sem diálogo e avaliação de impacto, pois a sua efetivação sequer foi informada aos professores que servem ao Estado há décadas e estão sendo obrigados a retornar a origem do seu Termo de Posse, quando foram contratados pelo Governo do Estado, e não sabem de que maneira serão reaproveitados.

Para o parlamentar, a Secretaria de Estado da Educação precisa esclarecer melhor a situação, e implantar o sistema Gênesis no tempo certo e com alternativas definidas, não de maneira súbita como está sendo feito. “A implantação do sistema pode até ser benéfico, sabemos que falta professores em salas de aula. Mas não da forma que está sendo implantado, sem uma prévia discussão pelo menos com os representantes das coordenadorias regionais que estão totalmente perdidos e sem saber o que fazer. Acredito que até o secretário de Educação ainda não sabe o que vai fazer com os servidores que vão ficar sem lotação”, questiona o deputado.

Pela Lei do Plano de Carreira, tomando como exemplo numa Biblioteca ou Laboratório de Informática (Labin) de uma Escola só pode ficar um professor de 40 horas. “Servidores que estavam à disposição de Escolas em alguma atividade fora de sala de aula, como nesses casos, lançados no sistema novo estão sem lotação. Foi implantado um sistema sem dialogar, sem calcular o impacto e está todo mundo perdido”, posiciona-se o deputado Laerte Gomes.

Fonte: Assessoria