Correio Central
Voltar Notícia publicada em 23/07/2021

TJRO coloca em liberdade sequestrador de Mirante da Serra que pedia R$ 1 milhão para libertar vítima

Advogado do acusado entrou com pedido de Habeas Corpus contra a prisão preventiva e o empresário foi solto ontem.

O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ/RO), através da 1ª Câmara Criminal, concedeu Habeas Corpus favorável ao empresário acusado de sequestrar e manter em cárcere privado durante seis dias na zona rural de Mirante da Serra um rapaz de 25 anos, e pedir a família a quantia de R$ 1 milhão para libertar a vítima.  

O sequestrado foi liberado no dia 12 de março e o empresário acabou preso no outro dia na cidade de Mirante da Serra por policiais civis da delegacia local com apoio da equipe da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da delegacia de Repressão a crimes Contra o Patrimônio de Ji-Paraná.

O empresário estava preso na cadeia pública de Alvorada d’Oeste, e o Alvará de Soltura expedido pelo TJ foi confirmado ontem pelo advogado criminalista Odair José da Silva, de Ouro Preto do Oeste, que impetrou o Habeas Corpus contra a prisão preventiva do acusado, para que ele responda pela acusação em liberdade.  

O advogado Odair José informou que o Desembargador do TJ entendeu por bem liberar o empresário nas medidas cautelares diversas da prisão. A investigação sobre o ocorrido vai continuar.

Segundo a polícia, oa jovem foi atraído para o sequestro por meio de um aplicativo de relacionamento, foi sequestrado pelos criminosos. A família chegou a sacar a quantia de R$ 1 milhão que deveria ser entregue na Bolívia pelo pai da vítima, porém ao perceberem a presença da polícia nas imediações do cativeiro os sequestradores decidiram libertar o jovem.

O empresário de Mirante da Serra está em liberdade vigiada, e deverá cumprir as medidas cautelares como o monitoramento eletrônico; não poderá frequentar bares e boates pelo período de duração da correspondente ação penal; está proibido de manter contato com qualquer das testemunhas e investigados dos fatos apurados e com as pessoas relacionadas aos crimes narrados na denúncia, por qualquer meio de comunicação, inclusive os meios eletrônicos, como Facebook e WhatsApp e ligação telefônica, deve comunicar à autoridade judiciária eventual mudança de endereço; não se ausentar da Comarca, sem prévia autorização judicial proibição de obter passaporte enquanto perdurar a ação penal.

A FAMÍLIA CHEGOU A PROVIDENCIAR O DINHEIRO SOLICITADO PELOS SEQUESTRADORES - imagem: PC/RO

 

Fonte: www.correiocentral.com.br