Correio Central
Voltar Notícia publicada em 09/07/2024

Polícia não descarta latrocínio em morte de servidor em Ouro Preto do Oeste

José Élio teria recebido um dinheiro e pode ter sido atraído do bar para a casa para ser roubado.

A Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste está trabalhando no caso do bárbaro homicídio ocorrido na cidade neste final de semana em uma residência no Jardim Aeroporto, que teve como vítima José Élio Gomes, 53, que era servidor público estadual, lotado na Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

José Élio Gomes, estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (5) em Ouro Preto do Oeste, e seu corpo foi encontrado na noite de sábado em um quarto na residência de Lucas Andrade Marreiro, 23 anos, localizada na rua Itamauru Gois de Siqueira, no Jardim Aeroporto.

Policiais militares que negociaram com Lucas a entrada na casa, se depararam com o corpo de José Élio nu envolto em plásticos e lençol, com os pés e a parte da cabeça amarrados. A vítima tinha quatro perfurações de faca na altura do pescoço. Lucas confessou que matou José Élio na noite anterior, sexta-feira.

Nessa segunda-feira, Lucas Marreiro passou por audiência de custódia e o flagrante de sábado à noite foi convertido em prisão preventiva. A Polícia Civil investiga o crime e, por enquanto, não descarta nenhuma hipótese.

Há a informação que José Élio tinha uma quantidade em dinheiro, primeiro cogitou-se que esse dinheiro seria proveniente de licença-prêmio ou precatório vencido na justiça. No entanto, familiares afirmaram hoje que o dinheiro seria fruto de um empréstimo.

Nesse caso, uma linha de investigação vai apurar se o autor do homicídio premeditou o crime, e se houve a participação de outras pessoas. José Élio foi atraído para a casa do homicida em um bar próximo, O criminoso permaneceu na residência por quase 24 horas com a vítima já morta.  

Corpo de José Élio foi sepultado na manhã de segunda-feira

A Polícia Civil irá fazer um levantamento de imagens de câmeras de segurança nas imediações do local do homicídio. Outra ação dos investigadores, será a análise telemática do celular do autor do crime para aprofundar a possibilidade de verificar se houve premeditação do crime no intuito de roubar a vítima.

Até a chegada da Polícia Militar na casa, o autor do homicídio não deixava ninguém entrar, e argumentava que somente o faria mediante ordem judicial. No entanto, ao perceber a aproximação da viatura da PM, Lucas consentiu a entrada dos policiais.

Para os policiais, o jovem confessou ter matado José Élio na noite anterior, sexta-feira; ele afirmou que, de posse de uma faca, deu um soco na vítima que caiu atordoada, em ato contínuo amarrou braços e pernas da vítima, e a levou a um dos quartos da casa. O autor do crime prosseguiu dizendo que, em seguida, amordaçou a boca de José Élio com uma camiseta e golpeou a vítima quatro vezes na altura do pescoço.   

Fonte: correiocentralro.com.br

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