Correio Central
Voltar Notícia publicada em 18/06/2020

PC de Ji-Paraná prende 3 pelo latrocínio contra o comprador de pedra de fel

O mentor do crime foi preso na zona rural de Machadinho do Oeste, ele havia feito negócio com Adiel e o atraiu para a emboscada.

A Polícia Civil de Ji-Paraná concluiu a investigação sobre o crime de latrocínio cometido contra o negociador de pedra de fel Adiel Oliveira e Silva, e conseguiu localizar e prender os três suspeitos, o principal deles que articulou o crime foi localizado na área rural de Machadinho do Oeste, outro em São Francisco do Guaporé.

O veículo VW Voyage de teto preto, usado pelos criminosos para seguir Adiel, também foi localizado e apreendido pela equipe que investigou o crime. A polícia ainda não revelou o nome dos autores, o delegado titular do caso dará uma entrevista coletiva em JI-Paraná na manhã desta quinta-feira, 18.

O crime apurado no inquérito nº 462/2019 é configurado como latrocínio. O crime ocorreu em 01 de julho de 2019. Um dos autores do crime havia feito negócio com Adiel, eram conhecidos, ele foi atraído para a emboscada.

A vítima Adiel Oliveira e Silva, cujo cadáver foi encontrado dois dias após ser assassinado jogado em uma área rural do município de Ji-Paraná, A vítima tinha perfurações de faca no lado direito do corpo e foi esgorjada (cortada a garganta).

Segundo informações iniciais a vítima teria saído de casa com R$ 10 mil em espécie, posteriormente soube-se que o valor que ele tinha em mãos eram cerca de R$ 30 mil. O carro da vítima, uma camioneta, foi encontrada também abandonada, em local diverso. 

A partir de diligências de inteligência, contudo, conseguiu-se o número do provável contato com a vítima antes da morte. O contato ocorreu por mensagem no aplicativo de WhatsApp. E a partir desse elemento de informação, bem como, reconstruções técnicas da cena do crime, a polícia conseguiu avançar e chegar ao criminoso.

“As informações iniciais, confirmadas agora, demonstravam que a vítima foi morta dentro do carro. A vítima trabalhava com comércio informal de cálculos biliares bovinos (pedras de fel). Ele comprava pedras de fel e revendia para outras regiões”, relatou o delegado Julio Cesar de Souza Ferreira, que conduziu o inquérito e a investigação sobre o crime cometido contra Adiel Oliveira.

A vítima deixou esposa e dois filhos, também residentes em Ji-Paraná.

A INVESTIGAÇÃO 

A Polícia Civil de Ji-Paraná tomou conhecimento inicialmente do desaparecimento de Adiel, pelo registro de ocorrência por parte de sua esposa, nas últimas horas do dia 1º de julho.

No dia 02 foi encontrada a camionete da vítima abandonada, com sangue dentro, em uma área rural próxima ao bairro Capelasso. E no dia 03, o cadáver foi encontrado também dentro de uma mata, mas próximo à estrada, em outro local da mesma região.

Foi constatado no local que os dois dispositivos telefônicos da vítima foram levados. A Polícia Técnico-científica (POLITEC) compareceu ao local para exame perinecroscopico. Não sobrevieram novas informações úteis, nem mesmo por colaboradores anônimos. Esse, inclusive foi dos principais motivos pelo qual a Polícia Civil teve tanta dificuldade na apuração desse fato.

Descobriu-se ainda o roteiro provável do veículo da vítima e se identificou, por imagens de CFTV de comércio, um veículo VW Voyage de teto preto seguindo o carro da vítima. 

“Essas informações foram exaustivamente trabalhadas, para que se chegasse aos possíveis executores do crime”, pontuou o delegado Julio Cesar de Souza Ferreira.

Diante dos elementos já produzidos foi requerido ao poder judiciário as medidas de prisão temporária e busca e apreensão para três investigados. Um deles o principal suspeito até então. Os três estavam com paradeiro desconhecido, até mesmo por familiares.

O Poder Judiciário, através da 3ª Vara Criminal, decretou as medidas e a partir daí se iniciaram as pesquisas de inteligência para localização do paradeiro dos investigados.

O principal suspeito foi encontrado em uma área rural distante no município de Machadinho do Oeste, onde sequer há sinal de telefone. O indiciado usava o aparelho da companheira, na conta dele, para comunicar-se via WhatsApp com a família. Em sua casa também foi encontrado o veículo VW Voyage de teto preto que consta das imagens. 

Ao ser preso e conduzido, após confrontado com todos os elementos em seu desfavor, esse indiciado confessou parcialmente o crime, imputando o ato de execução ao outro investigado que à época era adolescente.

Esse jovem, hoje maior de idade, foi encontrado em uma área rural no município de São Francisco do Guaporé, próxima à reserva Rio Cautário.

Nessa localidade também foi apreendido o aparelho celular que fez contato com a vítima no dia dos fatos, mesmo estando desligado há mais de quatro meses.

Também confrontado com os elementos indiciários, ele confessou o crime e deu detalhes da execução. Se prontificou inclusive a participar da Reprodução Simulada dos fatos. O delegado explicou que, como esse suspeito detido era menor de idade na época dos fatos, em razão da legislação brasileira, não será indiciado.

O crime foi cometido com o intuito de roubar a vítima, de acordo com a versão de ambos configurando, portanto, o delito de latrocínio. Um dos executores era amigo da vítima e tinha inclusive negociado com ela meses antes um veículo Corolla.

O trio atraiu a vítima para a linha 94, com a proposta de vender a ela grande quantia de pedras de fel, e após esse engodo, ao embarcarem no carro da vítima anunciaram o roubo. Com a vítima fazendo menção em fugir, esfaquearam e esgorjaram rapidamente, se livrando do cadáver e do carro em seguida.

DESENROLAR DA INVESTIGAÇÃO 

Agora, com a execução do crime esclarecida, a Polícia continua a investigação para definir se houve mandante ou outros envolvidos ou se a versão até agora apresentada é condizente com as provas colhidas.

O principal executor do crime está sendo indiciado por latrocínio e corrupção de menores.

 

 

 

Fonte: www.correiocentral.com.br