Correio Central
Voltar Notícia publicada em 09/01/2021

Ouro Preto: mulher morta pelo marido foi golpeada na cabeça antes de ser esfaqueada

Leila Dias levou 2 golpes de faca em cruz no pescoço e outra facada na clavícula. Depois, Valdeci fez 2 cortes no seu pescoço, um bem profundo.

Começa a se desfazer o mistério em torno da morte cruel, violenta e dolorosa da comerciante Leila Dias Ferreira, 46 anos, que foi brutalmente assassinada a facadas na sala da casa onde morou até dias antes com Valdeci Rodrigues, que também foi encontrado morto na cozinha da moradia, com cortes nos braços e dois talhos, um profundo no pescoço.

O crime é tratado como homicídio qualificado seguido de suicídio. A tragédia aconteceu na manhã de quinta-feira (7/01) em um endereço na Rua Sebastião Cabral de Souza, no Bairro Nova Ouro Preto, o local onde o casal amanheceu morto é uma casa que fica nos fundos da residência da mãe de Leila.

A cena do crime indica que a mulher que foi à casa do ex-marido para acompanha-lo a Porto Velho na manhã do dia seguinte, ao Hospital de Amor da Amazônia para tratamento de dois cânceres, foi pega de surpresa e sofreu dois golpes na cabeça de uma tábua de madeira de cortar carnes e legumes.

Os golpes da tabua na cabeça de Leiva foram de surpresa, tendo em vista seu corpo estava deitado no sofá, onde provavelmente ela assistia televisão. O óculos da vítima quebrado.

O corpo da mulher estava na sala, com duas perfurações à faca no pescoço em forma cruz, e um terceiro golpe dado pelo autor do crime que estava em um estado tão “demoníaco” que ele errou o alvo e atingiu o osso da clavícula da ex-companheira, furando apenas a pele.

O corpo de Valdeci Rodrigues se encontrava caído na cozinha da residência, envolto em uma poça com muito sangue.

A editoria do site Correio Central ouviu o delegado Niki Alves Locatelli e um dos investigadores da Polícia Civil que esteve na cena do crime, acompanhando o trabalho de necropsia da equipe da Polícia Técnico-científica (Politec) da Polícia Civil.  

“Com a mesma faca, Valdeci fez cortes nos dois braços na região muscular, acima dos pulsos. Ele fez um corte raso de um lado do pescoço e do outro lado ele fez um corte mais fundo”, revela um dos investigadores do caso.

“Não vimos nenhuma cena de luta na casa. Os corpos não tem marcas de briga provocada por agressão. A vítima provavelmente estava assistindo televisão quando foi golpeada com a tabua de cortar carne”, conclui o investigador da Polícia Civil local.

Outra informação importante após as mortes pontuada pelo delegado Niki Alves Locatelli, que desfaz a teoria de que poderia haver uma terceira pessoa na cena do crime é a de que Valdeci teria pedido a filha adolescente do casal que deixasse a casa na noite de quarta-feira e só retornasse quando ele ligasse pra ela.

Segundo a polícia, a hipótese é de que a jovem saiu com o namorado com a ideia formada de que Valdeci e Leila iriam se preparar para a viagem à Capital e ficou aguardando, mas quando já estava amanhecendo o dia ela decidiu ir até a casa onde eles moravam e se deparou com a cena trágica.

O crime chocou a população da região de Ouro Preto do Oeste, sobretudo em meio `comunidade religiosa. O casal frequentou por muito tempo uma Congregação e conviveu com outros casais e famílias.

Como pode um homem com estado de saúde tão debilitado mover tanta força para cometer o ato insano de assassinar a esposa e depois se mutilar para também morrer? Uma pergunta ainda sem resposta que a polícia vai tentar elucidar.

O delegado Niki Locatelli falou a reportagem do site Correio Central. Ele afirmou que a Polícia Civil instaurou um inquérito policial e a investigação vai reunir os laudos periciais do local do crime feito pela equipe da Politec pra confontar as informações e confirmar se realmente houve um homicídio seguido de um suicídio.

“Esses laudos são a grande prova nesses casos e a gente vai ouvir parentes, pessoas mais próximas do casal pra averiguar se havia alguma motivação especifica nesse sentido”, disse.

O delegado salientou que, se o inquérito caminhar no sentido deque houve mesmo um homicídio e um suicídio vai caracterizar a extinção da impunibilidade e o inquérito será finalizado e enviado para o Ministério Público. Se o juizado criminal entender da mesma forma o inquérito é arquivado.

LEILA FOI MORTA NO SOFÁ DA SALA ONDE AGUARDAVA O HORARIO PARA VIAJAR COM O EX-MARIDO PARA PORTO VELHO

 

Fonte: www.correiocentral.com.br