Correio Central
Voltar Notícia publicada em 28/03/2020

Rondônia não faz exames para Coronavírus há 4 dias

Números estão estáveis, e desatualizados, porque as coletas realizadas em Rondônia aguardam kits do Ministério da Saúde.

A estabilização no número de casos de Coronavírus no estado pode ter um motivo: há quatro dias não são realizados exames para detectar a doença, segundo revelou ao RONDONIAGORA o coordenador do Centro de Informações Estratégicas da Vigilância em Saúde de Rondônia (Cievs), Sid Orleans. Segundo ele foram testadas 228 pessoas, sendo que 6 apresentaram resultado positivo e 222 negativo para Coronavírus, entretanto há muitos casos de infectados com Influenza A e B, vírus que estão circulando muito forte no estado.

Sid explica que não há números atualizados porque há quatro dias o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) está sem kits para realização de novos exames. O material solicitado ao Ministério da Saúde deveria ter chegado na quinta-feira (26), mas não chegou. Também não veio na sexta-feira (27) e quando chegarem serão apenas 192 testes.

O coordenador do Cievs não soube precisar a quantidade de amostras já coletadas para serem testadas, mas diz que o Lacen irá priorizar casos de pessoas que estão com sintomas, viajaram e retornaram ao Estado, além de pacientes internados com sintomas e os que tiveram contato com alguém que deu resultado positivo.

Mesmo que os kits cheguem na segunda-feira (30), os primeiros resultados serão conhecidos apenas 72 horas depois, ou seja, os dados atualizados só estarão disponíveis na quinta-feira (2).

Questionado sobre a realização de exame em um idoso que morreu com suspeita de Coronavírus, na quinta-feira, o coordenador do Cievs explica que, como determina o Ministério da Saúde, foram realizados testes para Influenza e e assim, descartado o Coronavírus.

Sid Orleans aproveita para pedir que todos obedeçam a quarentena. “É preciso encarcerar o vírus. Recomenda-se mesmo o isolamento o máximo possível, porque evita que pessoas se contaminem e também que uma que já esteja infectada passe a doença para frente, evitando a contaminação comunitária”, explicou.

 

Fonte: rondoniagora.com