Correio Central
Voltar Notícia publicada em 21/11/2013

Transmissão de hepatite pelo esmalte é mais uma preocupação para as mulheres

Ao passar o pincel do esmalte sobre a cutícula e a unha, contamina o pincel com sangue que ao ser levado para dentro do frasco de esmalte, armazena o vírus por até 15 dias. O contágio é transmitido a outro cliente que acaba escolhendo aquele esmalte infectado.

O risco de contrair hepatite B (HBV) e C (HCV) nos salões de beleza se tornou tema de palestras, nas orientações sobre DST/Aids e hepatites virais que a rede pública de saúde oferece aos cidadãos assistidos pelo SUS.

 

Profissionais da área de dermatologia alertam que, o vírus da hepatite C pode se manter vivo por até 15 dias dentro de um frasco de esmalte, e por mais de 7 dias vivo no sangue seco. É um problema em que a maioria das mulheres desconhece, e em razão da desinformação podem se submeter a riscos, e se contaminar.   


A transmissão no esmalte pode ocorrer depois que a manicure ao retirar a cutícula, fere o local, e provoca sangramento. Ao passar o pincel do esmalte sobre a cutícula e a unha, contamina o pincel com sangue que ao ser levado para dentro do frasco de esmalte, armazena o vírus por até 15 dias. O contágio é transmitido a outro cliente que acaba escolhendo aquele esmalte infectado.       

   

A enfermeira Gizelli Pezzin, responsável pelo controle de casos de DST/Aids e hepatites virais do Centro de Saúde Ouro Preto, enfatiza que, com a aproximação de 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o assunto sobre as doenças sexualmente transmissíveis expõe também as causas da transmissão de hepatites virais, problema de saúde pública de ordem mundial, que a maioria dos indivíduos infectados desconhece ser portador.


Geralmente, além de prevenir, os profissionais de saúde da rede pública orientam que os salões e pedicures e manicures autônomos devem tomar os cuidados higiênicos necessários, e as mulheres a tomarem as precauções necessárias como não compartilhar objetos de salão de beleza, e montar o seu próprio kit (alicate de unha, lixa, espátula e toalha).


No Departamento de DST-AIDS e Hepatites Virais DO SITE DO Ministério da Saúde, existe para os profissionais de salão de beleza a campanha “Profissionais de salões de beleza, com o tema “meu salão livre das hepatites”, que foi criada para orientar manicures e pedicures práticas seguras no ambiente de trabalho. Existe um aparelho de autoclave para esterilização que custa caro, mas mata qualquer tipo de vírus de doença.  


A polêmica em torno da possibilidade de transmissão do vírus da hepatite através de materiais utilizados para fazer unhas ganhou repercussão, e maior interesse, a partir de 2009, após a publicação de uma reportagem da TV Globo, no programa Fantástico (veja abaixo vídeo do youtube), e neste ano a emissora voltou ao tema em outro programa.  

 

Autor: www.correiocentral.com.br - Edmilson Rodrigues

 

Fotos: divulgação - video do youtube