Correio Central

Você conhece o perfil dos abusadores de crianças e adolescentes em Ouro Preto do Oeste?

No período da reclusão obrigatória da sociedade para se proteger da covid-19 a Justiça de Santa Catarina publicou uma reportagem mostrando o quanto a vizinhança atenta identificou mais rapidamente casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

Em Ouro Preto do Oeste o volume de ocorrências de abuso sexual e de estupro de vulnerável naquele período obrigou a Polícia Civil a emitir um comunicado de alerta aos pais.

O mês de maio é dedicado ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, a conscientização, as palestras proferidas nas escolas e cuidados familiares são fundamentais para impedir a ação desses canalhas.

O estupro forçado e violento, sem planejamento e praticado por um desconhecido contra jovens e mulheres adultas é raro de acontecer em Ouro Preto do Oeste e nas cidades da região, segundo revelam dos dados das ocorrências policiais registrada pela Polícia Judiciária Civil do estado nas delegacias.

Em relação aos acusados, são, na maior parte, pessoas do convívio da criança ou adolescente. Os denunciados são parentes, amigos próximos da família, vizinhos, pais ou familiares de amiguinhos. É raro encontrar um caso desses em que o acusado seja um estranho sem qualquer vínculo anterior com a vítima

Em entrevista ao Correio Central, o delegado Niki Locatelli destacou que no município lideram ocorrências de casos de estupro de vulnerável praticado por vizinhos que moram próximos da vítima, geralmente crianças e adolescente com idade abaixo de 14 anos. “Aqui na nossa região o perfil que vem se repetindo muito é o abuso sexual praticado por pessoas próximas. Geralmente familiares de 2º grau, ou padrastos”, alerta a autoridade policial.

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“É como os especialistas falam: quanto mais a gente conscientiza, quanto mais a gente fala sobre o tema nas escolas acaba que a vítima toma consciência de que foi abusada ou sofreu algum tipo de abuso, passa a ter a consciência e tem coragem de informar um familiar e procurar as autoridades para denunciar”, concluiu o delegado.

A polícia reforça a importância dos pais ou responsáveis estarem atentos aos filhos, observar seu comportamento e sejam abertos ao diálogo. E na abertura ao diálogo demonstrar interesse verdadeiro em ouvi-los, conhecendo sua rotina e as pessoas com quem se relacionam.

Crianças e adolescentes que sofrem abuso sexual podem emitir alguns sinais, tais como comportamento sexual inadequado para a idade, medos inexplicáveis de lugares e pessoas em particular, recebimento de presentes e dinheiro sem motivo, assim como isolamento, retraimento, ansiedade e vergonha de si mesmo. “Mas, mesmo que a criança ou o adolescente apresente qualquer um desses sinais, é preciso ter cuidado, porque não necessariamente ela está sendo vítima de abuso sexual.

Os sinais são apenas para que os pais ou responsáveis fiquem alertas e possam conversar com seus filhos para entender melhor o que acontece, e assim promover um ambiente de confiança e segurança. Em caso de dúvida, pode ser indicada a ajuda de um profissional capacitado.

Imagem da capa: ilustração