Um crime ocorrido na área rural de Ouro Preto do Oeste na noite do último sábado (30-8), em que um trabalhador rural disparou cinco vezes contra outro trabalhador rural da mesma comunidade, tratado pela polícia como homicídio tentado, foi motivado segundo a investigação das autoridades policial, pelo fato de o autor dos disparos não ter aceitado a separação.
Já havia um mandado de prisão contra o autor Kerleson Menezes quando ele se apresentou nesta terça-feira (02-9) na Delegacia Civil, na UNISP, e apresentou a arma usada para disparar contra Leonardo S., um revólver calibre 38. Ele estava bastante machucado, segundo a defesa, representada pelo advogado Alex Hoffmann, devido a briga que ele teria tido com Leonardo antes de disparar contra ele, aonde apanhou muito, e levou uma capacetada forte na cabeça.
A vítima foi atingida por cinco disparos, sendo um na mão esquerda, um tiro no queixo, um no ombro esquerdo e dois disparos atingiram a região torácica, e foi socorrida por um morador da linha ao Hospital Municipal de Ouro Preto.
Declarações da ex-mulher para a Polícia Militar, ainda na noite de sábado, revelam uma separação ocorrida há um ano e meio, e constantes ameaças ao seu atual namorado, porém no depoimento prestado à polícia antes de ser encaminhado para o presídio, o trabalhador rural também deu sua versão para o desfecho registrado no sábado à noite.
O ex-casal tem dois filhos, com 1 e 6 anos de idade. A defesa do autor do crime afirmou a reportagem que já tinha ciência do mandado de prisão preventiva, mas como ele teve o interesse em esclarecer os fatos, se apresentou espontaneamente, mesmo sabendo que ficaria detido, aguardou o momento da apresentação.
Em depoimento prestado na Delegacia Civil, quando se apresentou, o autor dos disparos afirmou que iniciou uma conversa com seu desafeto, ambos discutiram de maneira acalorada e tiveram uma briga generalizada, saíram no braço e mediram força em um local escuro, e que durante a luta ele sacou da arma e disparou várias vezes, e que mesmo depois ambos doo tiroteio chegaram a conversar, pois nem a vítima sabia que estava baleada.
Pelo depoimento do autor, o problema é litigioso de natureza familiar, de maneira que as declarações feita por ambos sendo expostas criará um ambiente ainda mais terrível, tendo em vista que os dois envolvidos são da mesma linha, e Kerleson nasceu na vicinal aonde possui uma chácara e trabalha na vizinhança fazendo diárias, em construção de currais, cocheira, cercas e na lida com o gado.
A reportagem apurou que a vítima dos tiros apesar de ter sido atingido cinco vezes, está fora de risco. A polícia também colheu depoimentos de testemunhas de ambos os lados, inclusive de uma testemunha que presenciou a cena da briga tida no escuro, que relatou fatos durante seu depoimento. Quanto ao depoimento da vítima que foi encaminhada para Ji-Paraná no sábado, a polícia não informou se ela já foi ouvida.
A Polícia Civil tem 10 dias para relatar o caso ao Ministério Público que vai oferecer a denúncia contra o atirador.
Quanto ao advogado de defesa, ele informou que agora pretende instruir o processo com documentos pertinentes e requerer a revogação da cautelar privativa de liberdade, ainda essa semana.




