O governo federal vai conceder para exploração da iniciativa privada 15 mil hectares da Floresta Nacional do Bom Futuro (Flona Bom Futuro), localizada nos municípios de Porto Velho e Ariquemes, no Estado de Rondônia.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, autorizou nesta terça-feira (11/11) a concessão das unidades de manejo I e II na Floresta Nacional do Bom Futuro, situada em Rondônia que tem mais de 100 mil hectares. A Portaria do Ministério do Meio Ambiente (GM/MMA, nº 1.505, de 10 de novembro de 2025), que autoriza a concessão foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Rondônia possui duas florestas nacionais. A Floresta do Jamari, criada em 1984, e Flona Bom Futuro, criada em 1988. A Floresta Nacional do Jamari foi a primeira unidade florestal a participar da política pública de concessão florestal para fins de manejo madeireiro, e a Floresta Nacional do Bom Futuro será a primeira unidade a ter a concessão florestal para fins de restauração.
Esta medida tem como objetivo principal a exploração sustentável dos recursos florestais, promovendo uma gestão que respeite tanto a biodiversidade quanto as necessidades econômicas da região.
A Flona do Bom Futuro teve um histórico de invasões e ocupações, de desafetação e de redefinição de limites. Agora, a Flona do Bom Futuro está consolidada com Conselho Consultivo, tem plano de manejo e agora será destinada com seu objetivo de criação.


A Floresta Nacional do Bom Futuro tem mais de 100 mil hectares. A área é considerada estratégica para a conservação da Amazônia, pois reúne tanto áreas de floresta primária preservada quanto extensas áreas degradadas, que serão alvo de recuperação. O projeto integra o programa internacional Paisagens Sustentáveis da Amazônia, financiado pelo Global Environment Facility (GEF), que busca ampliar a proteção da biodiversidade e estimular práticas de manejo florestal sustentável.
A concessionária que vencer a licitação terá direito de explorar atividades ligadas à restauração e ao uso sustentável dos recursos naturais por 40 anos. Em contrapartida, vai assumir obrigações ambientais e sociais. Entre elas, recuperar mais de 12 mil hectares de áreas degradadas, gerar empregos, investir em pesquisas e apoiar comunidades locais e indígenas. A principal fonte de receita do contrato será a comercialização de créditos de carbono.
A Concessão Florestal é o Instrumento de política pública, por meio do qual, o poder público delega ao setor privado, por meio de concorrência pública, o direito de realizar atividades florestais e de exploração de produtos e serviços em uma área de floresta pública por até 40 anos. A proposta visa permitir a geração e venda de crédito de carbono a partir da restauração florestal e diversidade de produtos e serviços florestais.
FLONA BOM FUTURO


A Floresta Nacional do Bom Futuro, criada pelo Decreto nº 96.188, de 21 de junho de 1988, e alterada pela Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010, localiza-se no município de Porto Velho, no estado de Rondônia, em áreas de transição dos biomas Amazônia e Cerrado, no interflúvio dos rios Madeira e Machado.
A referida floresta possui uma área aproximada de 100 mil hectares (ha) e está localizada no município de Porto Velho/RO, tendo no seu entorno os municípios de Candeias do Jamari, Alto Paraíso e Buritis. Vale destacar que, da área total de 100 mil hectares, cerca de 14,3 mil hectares são áreas degradadas com potencial para receber a concessão florestal para restauração, conforme definido no Plano de Manejo da Unidade de Conservação (PMUC).
Imagem: Lula Marques/ICMBio




