A Justiça Eleitoral julgou parcialmente procedente a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e cassou os diplomas de Geovani Lunelli (MDB) e Emerson Genezio Dell Agnollo (MDB), prefeito e vice, eleitos em 2024 em José Boiteux. A decisão também atinge Carla Lunelli Braatz (MDB), suplente de vereadora.
De acordo com a denúncia, Geovani Lunelli, em conjunto com familiares e cabos eleitorais, teria praticado captação ilícita de votos por meio da distribuição de cestas básicas e oferta de valores em dinheiro a eleitores.
Entre os episódios citados, constam a tentativa de entrega de sacolões a comunidades indígenas e a oferta de quantias que variavam de R$ 150 a R$ 10 mil em troca de apoio político. Conforme a denúncia do MPE, o grupo utilizou o Supermercado Lunelli para distribuir as cestas básicas.
Na sentença, o juiz declarou Geovani e Carla inelegíveis por oito anos e aplicou multa de R$ 20 mil a cada um. O cabo eleitoral Jonas da Cunha também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 10 mil, além de ter sua inelegibilidade decretada pelo mesmo período, assim como Caio Lunelli e Dyego Pripá Pereira.
Com a decisão, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) terá que realizar uma eleição de prefeito e vice em José Boiteux. Os acusados podem recorrer da decisão.
Nesta quarta-feira, 27, Geovani Lunelli se pronunciou nas redes sociais sobre a cassação. Confira abaixo:
Hoje fomos surpreendidos com uma decisão da Justiça sobre as últimas eleições. Quero falar com vocês de coração aberto: essa decisão não é definitiva.
Eu e o vice-prefeito Emerson já acionamos nossa defesa, e nossos advogados entraram imediatamente com recurso. Confiamos plenamente no Poder Judiciário e acreditamos que a verdade prevalecerá.
Seguimos firmes, de cabeça erguida e com a consciência tranquila, porque sabemos da confiança que vocês depositaram em nós e do trabalho que estamos realizando juntos por José Boiteux.
Nada mudará o nosso compromisso com cada cidadão. Continuaremos trabalhando diariamente, com fé em Deus e total confiança na Justiça, para honrar a missão que recebemos do povo.
Por Marlos Glatz




