O ápice da seca da crise hídrica provocada pela estiagem prolongada e pela falta de chuvas, que afeta a agricultura e a atividade pecuária, contabiliza perdas e prejuízos para criadores de gado na área rural de Ouro Preto do Oeste aonde não chove há cinco meses, e caminha para seis meses sem cair água, há relatos de mortandade de bovinos em várias propriedades.
O Rio Santa Helena, que abastece propriedades na Linha 115, cuja estrada de acesso fica a 14 Km de Ouro Preto do Oeste pela RO-470 (linha 200) sentido ao município de Vale do Paraíso, acima da comunidade Conejo, praticamente secou, as cachoeiras no seu curso desapareceram. O rio Santa Helena nasce entre Ouro Preto do Oeste e Jaru, à margem direita da BR-364. A situação hoje está muito dificil.
No último final de semana um criador de gado de Ouro Preto do Oeste teve que remanejar 160 cabeças de animais para uma área de pasto em outra propriedade do município de Nova União, que fica do outro lado da BR-364, aonde tem chovido. Ele teve que pagar o fretamento de sete viagens de caminhão boiadeiro para transportar os animais, e decidiu não esperar pelo pior.
“Desde maio, até hoje não chove lá, a vida do rio acabou, os peixinhos foram embora. Eu tive que remanejar o gado, as poças de água do sítio também secaram. Um vizinho perdeu dez cabeças de gado, outro perdeu quatro cabeças, três. Acabou a água e o capim não brota, o gado fica fraco”, lamentou o criador de gado.
Registro fotográfico de maio da cachoeira que forma no rio Santa Helena no local que hoje está seco.
LINHA 😯 TAMBÉM É CASTIGADA PELA SECA
A situação crítica não é restrita a criadores da Linha 115, nas comunidades rurais vizinhas à medida que a seca prolonga, mais a atividade rural é prejudicada.
Na linha 80, estrada vicinal cuja a entrada fica na BR-364 a 4 Km de Ouro Preto do Oeste, sentido a Jaru, a situação também é calamitosa, sitiantes e moradores relatam seca extrema e o fim de poças de água. O empresário Milton Freitas, que reside na linha 80, relatou que já vai para seis meses sem chuva, e em sua propriedade já houve três perdas de bovinos.
“Em uma represa que eu tenho lá que nunca tinha secado, secou. Só ficou um banhado grande, que não resolve”, disse, preocupado com a extensão da seca.




