Na madrugada deste sábado (18), Antônia Ione, conhecida como “Bira”, uma cozinheira que trabalhava para a Polícia Militar, foi assassinada em sua residência. Segundo informações, criminosos da facção Comando Vermelho a abordaram, propondo que envenenasse a comida dos policiais locais; ao se recusar, foi atendida com violência fatal. O crime aconteceu em Saboeiro, no Ceará. O crime ocorreu por volta das 2h, e informações preliminares apontam que quatro homens invadiram a residência de Bira, que estava com dois de seus filhos no local.
Antônia Ione foi encontrada morta com ferimentos a bala e cortes de faca. As investigações indicam que a recusa da vítima pode ter sido o motivo principal do ataque. As autoridades já decretaram a prisão preventiva de dois homens, João Paulo Benício de Freitas e Salomão de Freitas Coelho, e um adolescente também foi envolvido no caso.
Embora a recusa de Antônia Ione esteja no centro da investigação, um policial militar mencionou a possibilidade de que dívidas ou extorsão possam ter contribuído para o crime. A Polícia Civil continua a apurar os detalhes do caso, buscando esclarecer todas as circunstâncias e responsabilidades dos envolvidos.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a prisão em flagrante de dois homens (20 e 21 anos) e a apreensão de um adolescente, suspeitos de envolvimento. Eles são apontados no inquérito como membros do CV e líderes do tráfico na região, o que é negado pela defesa. A principal linha de investigação para a morte é a recusa de Bira em envenenar a comida dos policiais. Segundo relatos de agentes da PM, a cozinheira já havia sido pressionada pelos suspeitos, mas negou o pedido, dizendo: “Eu enveneno a [comida] de vocês, que gosta de vagabundo, mas não a da polícia.” O adolescente apreendido afirmou à polícia que, um dia antes do assassinato, foi convidado a participar do crime e soube que Bira havia sido “decretada” pelo Comando Vermelho por ser amiga da polícia e prestar apoio frequente aos agentes. Os presos também confirmaram que Bira costumava entregar membros da facção à PM. Um desentendimento anterior, após Bira filmar o adolescente, também é investigado.




