Correio Central
Voltar Notícia publicada em 10/10/2018

Deputado Marcelino perde a eleição, culpa os eleitores pela derrota e ofende aliados na rádio

Deputado está fomentando a choradeira de seus assessores bem remunerados que vão ficar sem salário fácil.

O deputado estadual Marcelino Tenório (PRP) ainda não conseguiu digerir a derrota sofrida nas urnas, e está passando a ideia de que quem perdeu foi a população regional, mas não faz uma avaliação de onde errou nos cálculos para não obter os votos necessários para se reeleger.

Em entrevista à Rádio Rondônia na manhã desta quarta-feira (10), o deputado foi perguntado no final se abrir um escritório político em Jaru não foi um erro grave, tendo em vista que ele conquistou apenas 872 votos por lá e deixou seu reduto ser ocupado por concorrentes. “O Edmilson sempre distorce muito as coisas”, disse o deputado por duas vezes, ao pejorar na entrevista se referindo ao autor da pergunta, no caso o repórter editor do site Correio Central.

Nesse caso, as reportagens favoráveis que o site correiocentral.com fez para o deputado Marcelino foram distorcidas? Para ele, que ao longo de oito anos recebeu salário de R$ 29.762,09 liquidos para representar a população fora as regalias. Não foi nenhum favor, o deputado ganhou muito bem para trabalhar.

Marcelino usou a estratégia de empregar filhos, filhas e parentes de vereadores e pastor da cidade com salários acima de R$ 2 mil e começou a perder força eleitoral. O parlamentar deveria cobrar publicamente dos vereadores e seus apadrinhados que ele sustentou com salário durante o ano eleitoral, e não apontar culpado onde não existe.

De Nova União o deputado tem nomeado em seu gabinete um ex-prefeito com salário bruto de R$ 10.920.00 que dá R$ 9.920,00 líquidos, um ex-chefe de gabinete da prefeitura, além um ex-vereador da cidade.

Contracheque do ex-prefeito de Nova União que gerencia o Gabinete do deputado em Ouro Preto do Oeste/ Fonte ALE/RO

O ex-vereador de Ouro Preto Miltinho do Bar do Jardim Aeroporto, por exemplo, ganha um salário bruto de R$ 2.760,00 para fazer politicagem para Marcelino Tenório; em Jaru uma ex-vereadora recebe salário executivo para pedir votos além de vários outros aparentados de pessoas influentes ganhando salário gordo.

A reportagem pesquisou no site da Assembleia Legislativa que um ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Urupá, uma sócia de uma cerealista no Distrito de Rondominas e um comerciante de Theobroma também são remunerados pelo deputado.   

A candidatura do ex-prefeito de Nova União Luiz Gomes, outro derrotado nas urnas, também comprometeu a votação de Marcelino em Nova União embora ele não comente sobre isso, já que o ex-prefeito tinha várias pessoas ganhando vantagens para apoiar Marcelino. Essas são as portarias acessíveis, existem muito mais. Todos os portariados do deputado tem descontos no contracheque, mas eles têm regalias como planos diversos.   

É esse ‘balaio’ de assessores que estão espalhando que o povo é ingrato, que o direito democrático dos candidatos da região de disputar eleição foi desunião. Agora, o deputado também choramingar em público ninguém esperava.

O deputado Marcelino esqueceu de dizer na entrevista com o Willians Soares que ele foi funcionário da Assembleia legislativa desde quando o tio dele, o ex-deputado Genivaldo Souza, foi parlamentar e o empregou, mesmo ele não tendo tempo de trabalhar de fato, pois sempre era visto em sua cerealista, suas terras e suas empresas em Ouro Preto do Oeste até virar deputado.

A PERGUNTA NA RÁDIO

Basta o leitor comparar nos sites de notícias de Jaru do quanto em recursos Marcelino destinou para Jaru e região em 2017 e 2018, e confrontar os números com os valores em emendas que ele destinou para os municípios da região de Ouro Preto do Oeste. Isso não é distorcer, é comparação.

Pois bem. O deputado obteve 11.045 votos por ter subestimado o eleitorado regional que não quis mais votar nele por razões às quais cada um tem a sua. Levantar a cabeça e agradecer pelos oito anos de poder dado a ele seria mais prudente do que ficar choramingando e culpando o eleitor.

Ser rejeitado nas urnas pelo eleitor é um sinal de que algo está errado, e atacar um ouvinte com uma acusação carece de resposta à altura de quem sempre ajudou na medida do possível, respeitou e vai continuar respeitando o cidadão Marcelino Tenório, que apesar da derrota não teve seu nome maculado enquanto ocupou cargo público.

 Um leitor enviou mensagem a este redator, sugerindo que o deputado ouvisse a música da Marília Mendonça “Aceita que Dói Menos”, e que ele levante a cabeça e pare de atacar pessoas que sempre o admiraram e o tem como um homem de caráter e honesto.

A pergunta feita à rádio Rondônia não teve maldade, foi apenas se ele ter aberto um escritório (não comitê) político em Jaru não tinha sido uma estratégia errada.

Contracheque do exvereador Miltinho do Bar que não tem função a não ser pedirt votos para Marcelino. ALE/RO

AS FOTOS ABAIXO SÃO DO DEPUTADO ENTREGANDO RECURSOS EM JARU E MUNICÍPIOS DAQUELA REGIÃO

 

Fonte: www.correiocentral.com.br