Correio Central
Voltar Notícia publicada em 15/12/2017

Assembleia Legislativa não foi alvo da Operação Erga Omnes, afirmam delegados

Agentes foram buscar certidões de que dois investigados não trabalhavam mais no Poder Legislativo estadual

Durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira em Ouro Preto do Oeste, os delegados de polícia Arismar Araújo, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI) da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC), e os delegados Julio Cesar de Souza Ferreira e Roberto dos Santos da Silva, desclassificaram conteúdo publicado em sites eletrônicos dando conta de que a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE/RO) era alvo de ações policiais, e que houve prisões dentro do prédio do Poder Legislativo estadual.

A ida de agentes da Polícia Civil à ALE foi para o colhimento de declarações documentais da Casa, de que dois investigados que não trabalham mais no Poder legislativo não faziam mais parte do quadro de pessoal. Com as certidões em mãos, os investigadores foram à procura dos acusados de envolvimento em fraudes em licitações de eventos com uso de verbas públicas.

Os delegados de polícia confirmaram que em Porto Velho houve duas conduções coercitivas de dois investigados que já trabalharam na Assembleia Legislativa, e hoje não trabalham mais.

O delegado Julio Cesar de Souza Ferreira explicou detalhadamente sobre essa situação. “Nós não tivemos medidas direcionadas a Assembleia Legislativa. Nós tivemos alvos que trabalhavam na Assembleia e, portanto, foram convidados a depor a partir de lá, bem como em outras secretarias do CPA. Nós não temos alvos específicos na Assembleia nem o prédio do CPA”, pontuou.

Na manhã desta sexta-feira o governador Confúcio Moura, o deputado estadual Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Laerte Gomes, líder do governo, e o deputado Saulo Moreira, estavam em atos públicos na cidade de lançamento de obras canalizadas pelo deputado ouro-pretense Marcelino Tenório.

A informação distorcida de que a Assembleia Legislativa estava sendo alvo de operação policial gerou mobilização desnecessária das autoridades e queixas de alguns parlamentares, tendo em vista que a liberação dos recursos de emendas em questão foi autorizada e as verbas utilizadas em festas e eventos religiosos na gestão anterior, de 2011 a 2014.    

 

 

 

Fonte: www.correiocentral.com.br