Correio Central
Voltar Notícia publicada em 13/06/2016

Polícia de Ouro Preto faz reconstituição de assassinato de mulher no Park Amazonas

Diuli Rodrigues foi morta a golpes de caibro de madeira; Luana confessou o crime no dia que foi presa, mas depois mudou a versão e disse que atraiu a vítima para seu namorado Diego matá-la.

A Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste realizou na última sexta-feira a reconstituição do assassinato cometido no dia 17 de maio de 2015, no qual foi vítima Diuli Rodrigues de Oliveira, que tinha 26 anos, e foi executada a golpes de caibro de madeira viga no interior de uma casa em construção na quadra 55 do Residencial Park Amazonas. A vítima foi encontrada de bruços envolta a uma poça de sangue, ao seu lado havia um isqueiro, uma lata para uso de crack e a quantia de R$ 7,00.

 

Por este crime estão presos a 1 ano e 1 mês Luana Braz da Silva, 20 anos, capturada no dia do homicídio e Diego Pereira, 26 anos, preso um mês depois de acusada. Diuli era usuária de droga, e na madrugada em que morreu ela foi atraída por Luana para a casa em construção para que ambas consumissem crack, e lá a vítima foi morta com golpes de um pedaço de caibro na cabeça e nas costas. Acompanhou a reconstituição do crime os advogados de Luana Braz Odair José da Silva, Jecsan Salatiel Sabaine Ferreira e Tiago Freire de Almeida, e o advogado defensor de Diego. 

 

Após ser presa Luana confessou ter matado Diuli sob a alegação de que a motivação era por vingança, pelo fato de Diuli ter contribuído em uma emboscada para matar o pai de Diego Pereira que era seu namorado, e por quem ela estava apaixonada. Ocorre que, no depoimento em juízo perante o juiz criminal, Luana mudou sua versão e disse que foi forçada por Diego a atrair Diuli para a morte e a assumir o assassinato; disse que foi ele quem desferiu as pauladas na vítima, e sustenta ainda que assumiu ser a autora do crime devido a ameaças de morte feitas pelo então namorado. Luana também afirma que após o assassinato de Diuli ela e Diego se dirigiram para a casa da mãe dele.

 

Ao ser preso, Diego negou participação no crime, e disse que na madrugada do homicídio após tomar cerveja e jogar sinuca no bar K-Entre-Nós se dirigiu para um sitio na Linha 37, onde ordenhou vacas de leite e depois foi dormir; ele também nega que tenha namorado Luana e sustenta que ela nunca dormiu na casa de sua mãe. As versões de Luana e Diego são antagônicas, e causaram um tremendo quebra cabeça para o delegado Derli Gouveia e os peritos criminais da Polícia Técnico-Científica João Universo e Carlos Astenreter, encarregados de fazer a reconstituição do crime.

 

No dia da reconstituição, as contradições de Luana e Diego obrigaram os peritos a suspenderem o trabalho, e uma segunda fase será maçada pelo juiz criminal da comarca. O advogado Odair José da Silva defende que sua cliente Luana Braz não cometeu o crime, e na verdade ela teria obedecido as ordens de Diego e atraiu a vítima para a casa em construção. “A posição que nós defendemos é a de que ambos tiveram participação: a Luana levou a Diuli no local do crime e o Diego que matou. Está claro que todas as situações colocam os dois na cena do crime”, posiciona-se o advogado.  

 

Autor: Edmilson Rodrigues