Correio Central
Voltar Notícia publicada em 17/04/2017

Polícia Civil de OPO conclui que tiroteio no Jardim Aeroporto, com mais de 20 disparos, foi motivado por ódio entre dois desafetos

Correio Central acompanhou o caso e desvenda o que ocorreu; um foi preso (foto) e tinha até parente de políticos na boca de fumo

EDMILSON RODRIGUES - A motivação para um tiroteio em Ouro Preto do Oeste, ocorrido na noite da última terça-feira (11) no interior de uma residência localizada no bairro Jardim Aeroporto, foi alimentada por ódio de uma rixa protagonizada por dois homens, segundo apurou a equipe do serviço de investigação da Polícia Civil (Sevic), com apoio da Polícia Militar.

Anderson F. Matos, acompanhado de dois homens e uma mulher foram à casa de Moacir Alves onde algumas pessoas consumiam entorpecentes, com a intenção de matar Reginaldo dos Santos Ferreira, o “Barrá”, que já cumpriu pena na Casa de Detenção de Ouro Preto. A mulher que foi atingida no tiroteio seria namorada de “Barrá”.

Na manhã da quarta-feira policiais civis, com apoio de policiais militares do Serviço Reservado (P-2), e PMs de uma viatura da corporação, conseguiram localizar e prender Sérgio Amaral da Silva, 23 anos,que diz ser profissional mecânico, estava dentro da casa e efetuou disparos com uma das armas.  

Os dois protagonistas desse episódio fugiram, as armas não foram encontradas, mas a polícia apurou com os demais envolvidos que o local onde ocorreu o tiroteio é frequentado por usuários de droga, e que Anderson teria levado uma surra de Barrá aproximadamente a 1 ano e queria vingança.

 Segundo os investigadores, Anderson e seus “parça” estavam de posse de três revólveres, e uma espingarda calibre 20, arma esta que um dos atiradores tinha emprestado do dono da casa de quem é “amigo”, com o argumento de que queria caçar, mas a intenção era de matar “Barrá” e talvez o dono da casa.

Um dos envolvidos que revelou para a polícia como tudo ocorreu, é parente de políticos e empresário de família conhecida na região; ele disse em depoimento na Delegacia Civil de Ouro Preto que estava fumando crack na casa e quando os desafetos de Anderson chegaram pensaram que ele era segurança do local, e se não tivesse um canivete par se defender teria sido morto.

As polícias Civil e Militar realizaram diligências durante toda a quarta-feira, mas os envolvidos no episodio conseguiram se evadir com o auxílio de parentes e de amigos que ajudam a dificultar ação policial, prática comum em casos como o do tiroteio no Jardim Aeroporto.

Na hora que a polícia fechou o cerco contra um dos envolvidos, parentes dele saíram em fuga em um veículo, provavelmente para atrair a polícia, enquanto o criminoso fugia. Uma parenta de um dos suspeitos que estava no veículo que foi alcançado pela viatura da Polícia Militar deu uma versão para a fuga que soou tão verdadeira quanto a de políticos envolvidos no esquema de propina da empreiteira Odebrecht; ela alegou que eles fugiram pensando que se tratava de desafetos ou bandidos.

Detalhe: o giroscópio da viatura da PM estava ligado o tempo todo.

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Fonte: www.correiocentral.com.br