Correio Central
Voltar Notícia publicada em 05/08/2018

Ouro Preto: homem e mulher caem nos golpes falso sequestro, do carro quebrado e falso parente

Mãe disse que o golpista sabia nome, endereço e escola da filha; homem que caiu no golpe sustou o depósito quando desconfiou.

Um cidadão ouro-pretense foi a um posto de atendimento da Caixa Econômica Federal da cidade e efetuou um depósito de R$ 400,00 para um suposto “primo” que se deslocava para Ouro Preto do Oeste e teve a roda dianteira do seu veículo estourada.

A vítima caiu em dois golpes: do carro quebrado e do falso parente. O golpista, sempre de maneira descarada do outro lado da linha, contou uma estória manjada de que estava vindo do Amazonas e precisava seguir viagem, mas chegando a Rondônia ressarciria a quantia depositada.

As vítimas deste tipo de golpe sequer checam para qual agência bancária ela está fazendo o depósito, e geralmente enviam depósitos para contas de laranjas de presidiários em cidades da Bahia e de outros estados. Desta vez, a vítima desconfiou do primo e cancelou a transferência.

FALSO SEQUESTRO

No começo da tarde da última quarta-feira, uma mãe de uma estudante bastante desesperada se dirigiu até a Delegacia Civil para pedir ajuda, pois acreditava que a sua filha adolescente que estuda em uma escola estadual localizada no centro da cidade havia sido vítima de uma tentativa de sequestro.

O golpe do carro quebrado é muito comum na Região Central do estado

Mesmo depois de ter conferido que a filha estava estudando normalmente, ela foi a DP e se mostrava bastante nervosa com o terror psicológico que detentos de determinados presídios do país fazem pelo telefone. “É muita coincidência, ele sabia o nome dela, a cor da roupa que ela estava usando e no nome da escola”, relatou a mãe, ainda assustada.

Segundo a polícia, a chance de ocorrer um golpe de sequestro na cidade é quase nula, o criminoso rapidamente seria identificado e preso. Quem mais cai nesses golpes são pessoas que atendem ligações de celulares com número privado, não checam o DDD e nem a origem da conta bancária.

O que ocorre, segundo experientes policiais, é que os quando os golpistas estão usando a pressão psicológica exigindo depósito bancário, a vítima no desespero é quem acaba revelando características familiares, como por exemplo, o nome da filha ou filho, local onde eles se encontram e outras informações que dão certo grau de veracidade para a lábia dos marginais do outro lado da linha.     

Fonte: www.correiocentral.com.br