Correio Central
Voltar Notícia publicada em 01/09/2017

No Jardim Aeroporto, PM registra violência banal de marido bêbado contra a companheira, na frente das filhos

Homem embriagado agrediu a sua esposa e na delegacia ela contou que apanhava a muito tempo, mas tinha medo de denunciar o agressor

Na tarde desta sexta-feira (1) na cidade de Ouro Preto do Oeste, no Jardim Aeroporto, um homem de 32 anos praticou uma violência banal e desnecessária contra a sua companheira com quem vive há 15 anos.

O Acusado agrediu fisicamente a esposa na frente da filha adolescente de 14 anos, e no momento que outras duas filhas do casal, com 8 e 10 anos, chegavam da Escola, presenciaram à triste cena de ver a viatura da Polícia Militar, composta pelo cabo PM Simioni e o soldado A. Pinheiro., conduzindo seus pais para a Unisp, onde funciona a Delegacia Civil.

O acusado de iniciais I.S.S., ao chegar em casa embriagado teria agredido a sua mulher M.C., de 29 anos, com um tapa e, em seguida, a empurrou provocando lesão na cabeça da vítima e hematomas pelo seu corpo. A mulher foi levada por um tio ao Hospital Municipal Dra. Laura Maria Carvalho Braga para receber atendimento médico, enquanto o marido ficou detido na Unisp.

No momento que os policiais militares confeccionavam o Boletim de Ocorrência Policial, a vítima revelou que esta não é a primeira vez que apanha do marido, já foi agredida várias vezes, mas devido ao medo que sente nunca solicitou que a polícia tomasse providência. Já o agressor, admitiu para os policiais que além de beber faz uso de um tipo de substância ilícita.

 A vítima, que mora na rua Itamauru Goes de Siqueira, foi acompanhada para a Unisp pela mãe, uma portadora de deficiência auditiva que trabalha em um supermercado do centro da cidade. Ambas estavam nervosas, a vítima chorava muito e tinha marcas de sangue pelo corpo, e em parte das roupas. Ela disse que o acusado se cortou numa bicicleta, e de maneira agressiva esfregou o dedo ensanguentado no corpo dela.      

Preocupada com as três filhas, a vítima chorando lamentava a violência do marido, com quem passou a compartilhar um lar aos 14 anos de idade, e ele com 17. Os casos de violência doméstica como o desta tarde, revelam que há mulheres que sofrem caladas em seus lares tentando manter a unidade da família, mas em determinado momento tomam coragem e denunciam.    

O agressor permanece na DP aguardando a decisão do delegado Nick Locatelli que, após ter em mãos o resultado do exame de corpo de delito realizado na vítima, decidirá pela prisão ou não em flagrante do acusado. Caso o delegado determine a prisão do agressor, para ele ser indiciado pela Lei Maria da Penha a vítima precisa representar contra o marido.

.    

 

 

Fonte: www.correiocentral.com.br