Correio Central
Voltar Notícia publicada em 11/06/2018

Justiça proíbe professor de Ouro Preto condenado por abuso sexual contra menor de se aproximar da vítima

Professor Eredilson Flores não poderá se aproximar da menor num raio de 200 metros e vai assinar presença com frequência no Fórum.

A Justiça determinou que o professor Eredilson Flores, 53 anos, lotado na Educação Estadual em Ouro Preto do Oeste, e condenado a 9 anos, 7 meses e 6 dias de prisão por ter praticado sexo em três ocasiões com uma adolescente no ano passado, quando ela tinha 13 anos, não se aproxime da vítima e impôs outras restrições ao acusado, a fim de resguardar a integridade física e psicológica da vítima.

O juiz da Vara Criminal da Comarca Rogério Montai de Lima tão logo tomou conhecimento da ocorrência policial com denúncia de coação feita pela família da menor não decretou prisão do professor, no entanto adotou medida cautelar restritiva determinando que o réu assine presença no Fórum da Comarca do dia 1º ao dia 10 todos os meses, até o julgamento do recurso contra a condenação de 9 anos, 7 meses e 6 dias que impetrado junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RO) pelo advogado Odair José da Silva, constituído pelo acusado.

O professor também não poderá se aproximar até 200 metros da adolescente, e de outra pessoa envolvida no caso e a favor da vítima, até sair a decisão em Segunda Instância no TJ/RO.  

Segundo a denúncia que resultou nas medidas adotadas pela Justiça, na última terça-feira, 5 de maio uma testemunha do professor condenado teria passado duas vezes em frente à residência da vítima encarando-a, e outras pessoas já teriam tentado coagir a menina.

No começo deste ano, antes da data do julgamento do crime de estupro de vulnerável, a mãe da vítima tinha registrado uma ocorrência afirmando que uma mulher ligada ao trabalho do professor teria procurado a menina, e ele próprio teria passado nas imediações da casa dela e na escola onde ela estuda.

O caso do professor, que foi transferido para a educação estadual em Ouro Preto do Oeste vindo do município de São Francisco do Guaporé, foi denunciado em agosto do ano passado pela família da vítima. Exames de corpo de delito confirmaram a conjunção carnal, e como o professor confessou ter mantido relações com a adolescente, ele não foi preso.  

Após a abertura do Inquérito Policial pela Polícia Civil, a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) afastou o professor de sala de aula na Escola Joaquim Nabuco onde lecionava.

Ele também foi afastado das funções na igreja onde ensinava música com aulas de teclado, e lidava com adolescentes.

O índice de casos de abuso sexual contra crianças, adolescentes e mulheres em Ouro Preto do Oeste é alarmante, conforme um alerta feito pelo delegado Niki Alves Locatelli, titular da Delegacia de Polícia Civil, em entrevista ao programa de Jornalismo da Rádio Rondônia FM (91,5 mhz).

A Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste hoje conta 241 presos, e desses, mais de 30 apenados são condenados por crimes sexuais, incluindo pedofilia, estupro e demais abusos sexuais. 

Para se ter uma ideia, esses presos ficam separados na ala do 'Seguro' longe das demais alas de carceragem, que uma precaução da direção da unidde prisional para que eles não sofram represálias de outros detentos. 

Imagem: ilustrativa

Fonte: www.correiocentral.com.br