Correio Central
Voltar Notícia publicada em 14/05/2018

Jovem da região de Ouro Preto é uma das vítimas do serial killer de Mato Grosso; rapaz morava em Vale do Paraíso

Corpo de Ezequiel foi localizado num milharal; vídeo mostra ele levando socos antes de morrer ajoelhado.

Uma das cinco vítimas assassinadas por José Elgy Alves Silva, 31, anos, tido como líder do Comando Vermelho em Campo Novo do Parecis (MT), que matava pessoas e se vangloriava nas redes sociais, é Ezequiel da Silva Pemper, o “Kieel”, de 25 anos, que morava em Vale do Paraíso, a 36 km de Ouro Preto do Oeste (RO).

A cena mais forte de vídeos apreendidos com o assassino, é o que ele espanca cruelmente o rapaz que era de Rondônia antes de mata-lo com tiros na cabeça.

O corpo de Kieel foi localizado na última quarta-feira (8) em um matagal na área rural do distrito de Marechal Rondon, de onde a vítima morava e havia desaparecido desde o dia 1º de abril. No dia 4 de abril, familiares de Kieel postaram mensagens no facebook comunicando o sumiço dele.   

O delegado de Campo Novo do Parecis Adil Pinheiro de Paula conduz o inquérito, e afirmou em reportagens que o comportamento de José Elgy é de um serial killer, de um matador frio que comenta que as vítimas imploravam pela vida, e não demonstra arrependimento.

A investigação aponta que na verdade o ex-militar é dono de duas borracharias e uma boate na cidade, e é membro de uma facção criminosa que age na região.

O assassino, que é ex-militar do Exército e já esteve em missão de paz no Haiti, e se diz “justiceiro”, não demonstrou remorso ao ser preso, e argumenta que só eliminava usuários de droga e bandidos, perfil que não se encaixa com o do jovem de Vale do Paraíso que trabalhava em uma fazenda e costumava ir à cidade uma vez por mês.  

O jovem Ezequiel era filho de um casal de servidores públicos em Vale do Paraíso (RO), e segundo o irmão Edson Pemper informou ao site Correio Central, ele atualmente trabalhava numa fazenda do distrito mato-grossense de Marechal Rondon onde gozava de confiança e fazia de tudo, dava manutenção em colheitadeira, fazia manipulação de herbicidas, fazia compras na cidade e auxiliava até na cozinha.

A família ainda não sabe se vai trazer os restos mortais de Ezequiel para Rondônia ou vai enterrar em Mato Grosso, a ossada do rapaz está no Setor de Antropologia Forense da Polícia Técnico-científica (Politec) de Cuiabá.

Os restos mortais do jovem que estavam em Tangará da Serra foram encaminhados para Cuiabá para serem analisados. “A gente está esperando o delegado de Campo Novo, o doutor Adil Pinheiro de Paula, nos chamar para meu pai ou eu ir lá e retirar o material genético para exames”, disse o irmão.

Segundo o irmão, no dia que desapareceu Ezequiel estava com uma quantia em dinheiro entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil, e também havia comprado um celular Moto G5, que desapareceram.

O jovem de Vale do Paraíso havia se mudado para a região de Campo Novo do Parecis há dois anos, e deixa uma namorada grávida, que com familiares no estado do Acre

A outra das cinco vítimas do assassino identificada esta semana é José Cícero Barbosa da Silva, de 38 anos.

OSSADA DE EZEQUIEL ESTÁ NO CENTRO DE ANTROPOLOGIA DE CUIABÁ

JOSÉ ELGY POSTA CABEÇA DE UMA VÍTIMA NAS REDES SOCIAIS

IMAGEM MILHARAL: PORTAL CAMPO NOVO

Fonte: www.correiocentral.com.br - Edmilson Rodrigues