Correio Central
Voltar Notícia publicada em 25/06/2017

Ex-namorados, Luana Braz e Diego Pereira, réus presos pelo assassinato de uma mulher no Park Amazonas, serão julgados terça-feira

Diule foi morta a paulada, Luana foi presa e confessou o crime, depois mudou o depoimento e acusou Diego de ter matado a vítima a paulada

Na próxima terça-feira (27/06), Luana Braz da Silva, que completa 21 anos no 19 de julho, e Diego Pereira, 28 anos, irão a julgamento por um Júri Popular pelo crime de homicídio qualificado, praticado contra Diule Rodrigues de Oliveira, que tinha 26 anos, em crime ocorrido na madrugada do dia 17 de maio de 2015, em uma casa em construção no loteamento do residencial Park Amazonas (quadra 55).

Diule foi encontrada dentro da casa de bruços, seu corpo estava envolto em uma poça de sangue, ao seu lado havia um isqueiro, uma lata com apetrechos artesanais para consumo de crack e a quantia de R$ 7,00. A vítima foi atraída para aquele local para ser assassinada, e não teve chance alguma de se defender.

Na época do crime, Diego e Luana viviam um tórrido romance regado a bebidas e alimentado com drogas e ambientes pesados, mas o assassinato de Diule os colocou em situação antagônica. A garota foi presa horas após o crime, confessou ter cometido o assassinato, e mais adiante negou tudo, disse que Diego a ameaçou, foi o mentor intelectual e o autor do homicídio.

Hoje, ambos trocam acusações, estão presos há 2 anos, um mês e meio e arranjam testemunhas para o julgamento que possam amenizar sua condição de réu. No dia que foi presa, Luana disse que matou Diule por vingança por ela ter ajudado tramar o assassinato do seu então padrasto, que era pai legitimo de Diego.

Diego, por sua vez, nega que tenha participado do crime, e sustenta que naquela madrugada do assassinato de Diule jogou sinuca no bar “K-Entre Nós”, depois foi para um sítio na saída de Ouro Preto para a Linha 37, ordenhar vacas.

Luana Braz, de temperamento difícil, fugiu da Casa de Detenção recentemente, por ter sido agredida na cela a primeira vez em 18 de dezembro de 2016, e na outra vez no começo deste ano, depois de apanhar de novo e ser ameaçada de morte por companheiras de cela, foi transferida para o presídio Ji-Paraná.

A jovem ficou conhecida ainda na adolescência, quando estava na casa onde uma adolescente de 14 anos foi cruelmente assassinada a facadas e seu corpo foi jogado à margem da BR-364, na curva da Ceplac. No julgamento desse crime, dois policiais foram condenados e estão presos, e as tentativas de incriminar Luana foram em vão.

O Júri Popular de terça-feira, no Fórum Jurista Teixeira de Freitas, será presidido pelo juiz Haruo Mizusaki, titular da Vara Criminal da Comarca; o Ministério Público será representado pelo promotor Tiago Cadore e a Defensoria Pública pela defensora Silmara Borghelot.

Fonte: www.correiocentral.com.br - fotos Edmilson Rodrigues