Correio Central
Voltar Notícia publicada em 07/08/2017

Dono de pequeno açougue em Ouro Preto do Oeste é obrigado a investir em segurança para se proteger de ladrões

Dono do açougue contraiu dívida de 17 mil reais para montar o próprio negócio e já foi furtado no segundo mês de funcionamento

Um comerciante de 42 anos, que abriu um pequeno açougue na cidade de Ouro Preto do Oeste, no Bairro Liberdade, apenas há sete semanas, registrou um prejuízo na madrugada da última sexta-feira (4) após ser vítima de um furto em seu estabelecimento, praticado provavelmente por marginais que vivem para causar prejuízo para os cidadãos, e não se corrigem com as punições brandas da Justiça.

Ao chegar pela manhã, o proprietário do Açougue Casa de Carne Bifão, instalado ao lado da Máquina Preta, de frente para a BR-364, não encontrou algumas facas de açougueiro de corte e desossa, ao fazer uma checagem no estabelecimento percebeu que seu estoque de carne congelada e peças embaladas a vácuo avaliados em R$ 800,00 a R$ 1.000,00 havia desaparecido, e também deu falta de R$ 20,00 que ficou no caixa. As facas de açougueiro custam entre R$ 80,00 e R$ 120,00 cada.

Diante da insegurança e do medo que sentiu de ser novamente vítima de marginais, o dono do açougue, que decidiu contrair dívidas de aproximadamente R$ 17 mil para abrir seu próprio comércio após mais de duas décadas trabalhando como empregado, se viu obrigado a investir em segurança privada, pagou pela instalação de sistema de vigilância com câmera e alarme no seu açougue, e ainda terá um custo mensal de R$ 200,00.

O açougueiro resolveu se tornar empreendedor depois de ficar quatro meses desempregado, contou com a confiança dos amigos e o crédito que adquiriu na praça de Ouro Preto nos 30 anos que reside na cidade, mas perdeu o estímulo ao ser vítima de ladrões. “No dia do furto eu fechei mais cedo, costumo fazer entrega até tarde da noite e não fui mais. Hoje (sábado), eu só fiquei até duas horas da tarde porque fiquei com medo, minha mulher está amedrontada”, relatou.

O pequeno empreendedor ainda não tem clientela fixa no bairro, seu açougue ainda é pouco conhecido, e seu lucro ele obtém basicamente das parcerias em pontos onde fornece carne. “Meu movimento é pequeno, se esperar cliente no balcão eu fecho o comércio. Eu tenho contado com ajuda de clientes donos de restaurantes e passo o dia fazendo entregas, quase não fico aqui, por isso tive que gastar com segurança”, lamentou.

Situação igual à do dono do açougue se conta às dezenas em Ouro Preto do Oeste, de proprietários de comércios, e de residências que são vítimas de ladrões que agem cientes que este tipo de delito não dá cadeia severa. No caso do furto do açougue, moradores e comerciantes das imediações apontaram dois suspeitos que circulam na área pedindo dinheiro.

Na outra ponta, estão os cidadãos da cidade que fomentam o crime de furto agindo como receptadores e adquirindo celular avaliado em R$ 2 mil e pagando R$ 50,00 a R$ 100,00, comprando TV de R$ 2 mil por R$ 200,00 e inúmeros produtos furtados em comércios e residências a preço de banana, e sem exigirem a nota fiscal.

DONO DO AÇOUGUE INSTALOU VIGILÂNCIA ELETRÔNICA PARA NÃO SOFRER MAIS FURTO

 

 

Fonte: www.correiocentral.com.br - fotos Edmilson Rodrigues