Correio Central
Voltar Notícia publicada em 22/06/2017

Casa de Detenção em alerta: com fim da DP ao lado, apenados cavam buracos enormes e tentam novas fugas

Os presos estão cavando buracos para fugir pelos fundos da antiga DP, e os agentes estão tendo de vigiar por dentro e por fora da unidade prisional

Mais uma tentativa de fuga na Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste foi impedida pelos agentes penitenciários na madrugada da última quarta-feira (21), os presos já tinham aberto uma “cratera” na ala do semiaberto que divide o presidio por um muro com os fundos da Delegacia Civil que foi fechada na semana passada, e transferida para o prédio novo da Unisp – Unidade Integrada de Segurança Pública.  

As tentativas de fuga na unidade prisional de Ouro Preto do Oeste tendem a aumentar e fugir do controle com fechamento da DP que fica ao lado, devido a fragilidade da estrutura do prédio velho e obsoleto, o excesso de presos, e a falta de contingente de agentes no local.

“Sem a delegacia os presos estão mais animados ainda, e a cadeia mais ruim de segurança. A gente entrou e colocou todos os detentos na triagem, mas fizeram um buracão caprichado”, relatou um agente que estava no plantão de quarta-feira.

Com o fim da DP, agentes estão tendo que vigiar a unidade prisional por dentro e por fora, e devido ao baixo efetivo alguns deles veem perigo iminente, e defendem a interdição da unidade prisional, caso algo não seja feito.

A Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste está com superlotação, o número de presos é o maior de todos os tempos, hoje são em torno de 250 apenados internos e mais 50 monitorados, e a situação, que tende a causar situações de indisciplina, podendo gerar fugas, motins e outros agravantes.

Na Casa de Detenção regional de Ouro Preto, cela com capacidade para oito presos está com 20 detentos, não tem como a direção separar os presos de facções, bem como os apenados que estão ameaçados, no seguro, e os conflitos entre eles se agravam a cada dia. 

Soma-se a falta de local para os presos cumprirem sanções disciplinares com a questão do baixo efetivo, a vulnerabilidade da estrutura obsoleta do prédio caindo aos pedaços, transformando a unidade prisional numa ‘bomba relógio’ prestes a explodir.

Da parte dos aprisionados, detento que dorme no chão fica propenso a doenças diversas como tuberculose e pneumonia que se espalham entre eles.

PRESOS CAVAM BURACOS NAS CELAS E TENTAM FUGIR PELAS PAREDES APODRECIDAS 

FALTA AGENTES PARA FISCALIZAR POR DENTRO E POR FORA DA CASA DE DETENÇÃO DE OPO

 

 

 

  

 

Fonte: www.correiocentral.com.br