Correio Central
Voltar Notícia publicada em 01/12/2017

Autor do homicídio de Santa Rosa se apresenta ao Delegado em Ouro Preto, e entrega uma pistola 380

Marçal Barreto, 22 anos, disse que a vítima estava armada com revólver e matou para não morrer; revólver que seria da vítima foi entregue na DP

Marçal Barreto dos Santos Neto, 22 anos, que reside na Linha 202, em Vale do Paraíso, compareceu na Delegacia Civil de Ouro Preto do Oeste nesta sexta-feira (1) confessou ter sido o autor do assassinato de Claudiney Braz da Silva que foi morto na noite do último domingo, 26 de novembro, em um campo de futebol no distrito de Santa Rosa, e também residia na Linha 202, km 48, lote 103, Gleba 28.

  Claudiney foi executado com vários tiros de pistola em Santa Rosa, a 35 quilômetros da cidade de Vale do Paraíso, e morreu no local. Marçal confessou ao delegado Niki Alves Locatelli que ele matou sozinho a vítima, alegou legitima defesa, e entregou a pistola que ele usou para executar seu desafeto, e a polícia também conseguiu localizar um revólver calibre 38 que, segundo sustenta o autor do assassinato, pertencia a vítima Claudiney.

Em entrevista ao site Correio Central, o delegado Niki Locatelli afirmou que Marçal alega que cometeu homicídio sozinho utilizando a pistola 380 e que no dia dos fatos estaria numa festa e acabou discutindo com a vítima e que se afastou, mas a vítima veio para cima dele e ao perceber que Claudiney estava portando um revólver 30 teria se antecipado e efetuado os disparos e, em seguida, fugiu.

Ainda de acordo com o delegado Niki Locatelli, o homicida em seu depoimento negou que ele e o homem que o acompanhava passaram por cima do cadáver da vítima, conforme estava relatado no boletim policial, lavrado pela PM de Vale do Paraíso, com base em depoimento de testemunhas.

O delegado representou pela prisão de Marçal Barreto após o depoimento do jovem agricultor, e aguarda a decisão do juiz Rogério Montai de Lima, titular da Vara Criminal da Comarca de Ouro Preto do Oeste. Ele informou que até a semana que vem a Polícia Civil finaliza o inquérito, após ouvir várias testemunhas, e considera que este homicídio está quase que 100% elucidado.

 

Fonte: www.correiocentral.com.br