Correio Central
Voltar Notícia publicada em 14/04/2019

508 servidores participam da eleição do IPSM, faltaram 107 votos para atingir quórum

Vereador Delisio conclamou os servidores a boicotarem a eleição, porém houve o comparecimento de 508 votantes.

Na última sexta-feira (5) houve a primeira eleição para presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (IPSM) da Estância Turística de Ouro Preto do Oeste com base na Lei 2.582, sancionada em fevereiro deste ano pelo prefeito Vagno Gonçalves Barros “Panisoly” (PSDC).

Um total de 508 servidores compareceram aos dois locais de votação na cidade e no distrito de Rondominas, porém faltaram 107 funcionários aptos a votos para a votação atingir o quórum necessário. Pela Lei, o índice de comparecimento deve ser de 50% mais 1 do total de servidores aptos a votar.

A eleição de chapa única tem como candidato o servidor do Instituto Sebastião Pereira da Silva, e 13 candidatos disputando nove vagas de conselheiros. Uma nova eleição está marcada para ocorrer no dia 26 de abril.

Como não houve quórum, os votos não serão contados, e não há como saber como o servidor municipal que compareceu votou. 

Pela nova lei, só pode presidir o Instituto gestor que tenha nível superior e capacitação profissional de Investimentos através do Programa de Certificação de Gestores de Regime Próprio de Previdência Social (CGRPPS) ou CPA-10.

Os exames de ambos os cursos são aplicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), razão pela qual houve apenas um candidato capacitado para o cargo de acordo com a lei em vigor.    

O vereador Delisio Fernandes (PSB) publicou no dia anterior à eleição em site local uma nota de repúdio com proposta de boicote a eleição, rechaçou a nova Lei taxando-a de “Lei capenga”, e conclamou os servidores a votar em branco ou não no voto para presidente do IPSM.

 “Conclamo a todos os segurados do IPSM a “votar em branco” ou “não” na eleição para presidente como forma de protesto, uma vez que a Lei fala em lista tríplice e há apenas um candidato inscrito. Vamos dizer não a esse pleito fraudulento e antidemocrático. Diga não à Lei capenga!”.

A proposta de Delisio soou mal e causou indignação em alguns servidores, sobretudo aqueles que estavam envolvidos no pleito eleitoral e trabalharam sério para a eleição acontecer. O vereador chegou a apagar sua postagem sobre o assunto no Facebook, devido a críticas que começou a recebeu.  

Já o candidato único Sebastião Pereira não se aborreceu com a falta de quórum, e após a votação foi visitar servidores municipais para agradecer pelo comparecimento à Câmara para votar. “Eu penso assim: antes da votação eu era apenas um (candidato), agora independente de como votaram os servidores considero que sou eu mais 508 servidores que democraticamente aceitam as mudanças”, comentou.

Sebastião Pereira concorre em chapa única, nova eleição vai ocorrer no dia 26 de abril. 

Fonte: www.correiocentral.com.br - fotos Edmilson Rodrigues