Correio Central
Voltar Notícia publicada em 02/06/2017

Na travessia do México para os Estados Unidos, onde jaruense morreu afogado em março, mais um brasileiro desaparece

Lucas, no destaque, é mais um brasileiro que desaparece tentando entrar nos Estados Unidos pela fronteira do México

O mineiro Lucas Batista Passos, de 30 anos, natural de Teófilo Otoni (MG) não faz contato com a família desde o dia 30 de abril, quando falou pela última vez antes de iniciar a travessia pela fronteira com o México; ele estava na companhia de outros dois brasileiros conhecidos por Bruno e Patrício, que deram falta dele após atravessarem o rio, já em solo americano.

Um dos rapazes que conseguiram chegar emsolo americado foi preso e o outro não se se sabe o paradeiro dele, assim como Lucas. A família informou que Lucas embarcou no final de março de São Paulo para a cidade do México com destino à cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, onde aguardaria para tentar a travessia.

Segundo o site gazetanews, no dia 30, Lucas entrou em contato com um irmão e disse que começaria naquela noite a travessia rumo aos Estados Unidos e que, por instruções dos coiotes, desligaria o celular e retiraria a bateria para evitar o rastreamento de chamadas. A caminhada dele começou em Díaz Ordaz e incluía a travessia pelo Rio Bravo, onde já morreram brasileiros tentando chegar ao lado americano.

Lucas Batista escolheu o mesmo caminho em que pelo menos cinco outros brasileiros morreram desde novembro do ano passado. Jefferson Eduardo de Oliveira, 20, de Sardoá, morreu afogado no Rio Grande, no estado de Tamaulipas, México, em novembro. No início de abril, Fabrício Silva Santos, 31, de Guanhães, morreu no mesmo rio, tentando fazer a mesma travessia. E, no sábado, 20, Sidney da Silva, 39, de Conselheiro Pena, foi encontrado morto do lado americano, no Texas. Júlio Barcellos, 35 anos, de Rondônia, que morava em Jaru, morreu afogado em fevereiro ao atravessar o Rio Grande, na cidade de Nuevo Laredo, no México.

Outros 12 brasileiros permanecem desaparecidos desde novembro de 2016 nas Bahamas, quando tentariam a travessia até a Flórida e sumiram. O Itamarati  informou que a investigação está sendo feita através de cooperação internacional com o governo das Bahamas, mas até o momento, não se sabe o que ocorreu.Com informações do Gazeta brazilian news.

Fonte: www.correiocentral.com.br