Correio Central
Voltar Notícia publicada em 20/02/2019

Após motim, 11 presos são transferidos da Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste

10 presos e uma detenta foram para outros presídios por 30 dias, parentes que tumultuaram a entrada da Casa de Detenção também vão responder na Justiça.

A Polícia Civil instaurou dois inquéritos para apurar o motim na Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste que teve início no dia 13, quarta-feira da semana passada, por volta do meio dia, e a direção da unidade prisional confirmou a transferência da cidade de 10 detentos e uma presidiária, identificados como sendo as lideranças da rebelião.

A polícia informou que quatro parentes dos detentos, todas mulheres, que estavam do lado de fora e tentaram impedir a entrada da ambulância do Corpo de Bombeiros para prestar socorro a um detento com epilepsia, e a entrada do veículo que transporta a alimentação dos detentos, também estão sendo indiciadas pelo crime de desobediência (Art. 330).    

Os 10 apenados e a mulher presa na ala feminina que foram transferidos cautelarmente - para a manutenção da ordem e a disciplina - para presídios de Ji-Paraná e Jaru por 30 dias,  irão responder pelo crime do artigo 354 do Código penal: Amotinarem-se presos, perturbando a ordem ou disciplina da prisão.

Outros quatro detentos envolvidos no motim foram transferidos das celas dos pavilhões e colocados temporariamente em celas correcionais – solitária.  

O relatório final aponta que, com a ação dos presos de chacoalhar e promover batida de grade com o uso de vergalhões, portas de ferro foram entortadas, e as bigornas e a parte do concreto de sustentação de outras portas foram quebradas.

Ainda segundo o relatório, durante a ação com apoio do GAPE (Grupo de Ações Penitenciárias Especiais), agentes retiraram de celas do regime fechado vergalhões utilizados como “chucho”, aparelhos de TV e som e outras regalias que eram permitidas pelo bom comportamento.

A intervenção do GAPE foi necessária para os agepens fazerem a vistoria nas celas

 

Por causa do motim a visita de familiares foi suspensa no último final de semana, mas será regularizada está semana, segundo informou a direção da Casa de Detenção. No entanto, para os familiares de presos que tumultuaram a frente da unidade prisional, as visitas estão suspensas por 60 dias.

O delegado Niki Alves Locatelli, que conduz os inquéritos, informou que todos os parentes dos apenados envolvidos no tumulto do lado externo estão prestando depoimentos.

O motivo do motim teria sido a restrição de visita de apenas um familiar por semana, e a redução das visitas de crianças à unidade prisional uma vez por mês, as demais reivindicações dos apenados não foram reveladas.  

Fonte: www.correiocentral.com.br