Correio Central
Voltar Notícia publicada em 06/10/2017

Alunas brigam em Escola por bullying, uma delas apanha a ponto de vomitar sangue e é trazida ao HM de Ouro Preto

Paródias como Nega do cabelo duro e Nega do sovaco cabeludo teriam levado a aluna a agredir severamente a colega de escola

Duas adolescentes com 15 anos de idade, estudantes da Escola Municipal Paulo Freire localizada na Linha 153, foram trazidas na tarde da última quinta-feira (5) para Ouro Preto do Oeste, pela Polícia Militar do distrito de Rondominas, por causa de uma briga ocorrida dentro da instituição, em que uma delas durante a agressão levou soco no rosto e um chute no estômago, começou a sentir dores no abdômen e a vomitar sangue.

O motivo da briga, segundo a adolescente agressora, seria as gozações que ela vem sofrendo aproximadamente há quatro meses por parte de um grupo de alunas da mesma escola que cantam melodias discriminatórias colocando defeito em seu cabelo, na forma de se vestir e outros tipos de sarcasmos hoje caracterizados por “Bullying na Escola”.

As principais paródias que a aluna estaria suportando em tom de gozação tem refrãos tipo “Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear” e “Nega do Suvaco Cabeludo”. A adolescente acusada da agressão foi ouvida na Delegacia, a que apanhou foi medicada no Pronto Socorro do Hospital Municipal Dra. Laura Maria Carvalho Braga e entregue aos pais que vieram da área rural acompanhar a situação, e um boletim de ocorrência policial foi lavrado pelo Cabo PM Janderson e o soldado M. Barbosa.   

 A aluna disse na recepção da DP que já não aguentava mais o fato de um grupo de garotas fazerem gozação com parodias musicais que ofendem a sua cor e raça, e que na tarde de quinta-feira as ofensas chegaram ao ápice, ela teria perdido o controle e partiu pra cima de C. com ódio. “Ela nunca mais mexe comigo, e nem chega perto de mim”, murmurou, ao lado dos militares.

A diretora da Escola também veio para Ouro Preto do Oeste acompanhar as alunas e trouxe uma pasta com as anotações internas das queixas da aluna agressora, e a reclamação principal da estudante registrada em formulários é relacionada as músicas discriminatórias e ofensivas, conotando claramente o bullying escolar.

Casos de agressão generalizada entre adolescentes em escolas públicas como o de ontem na escola rural, geradas na maioria das vezes por causa de bullyng, tem levado a violência para dentro das instituições proporcionando momentos em que o local vira um ringue de luta selvagem e irracional.

A Escola onde ocorreu a briga fica localizada na Linha 153, no travessão da Linha 206, pertence ao município de Ji-Paraná, mas também absorve alunos da região de Rondominas, que pertence a Ouro Preto do Oeste. A PM anotou na ocorrência que foi tentado o contato com o Conselho Tutelar local, porém no número de telefone cadastrado ninguém atendeu a ligação.     

 

Fonte: www.correiocentral.com.br