Correio Central
Voltar Notícia publicada em 17/05/2017

Em OPO, empresas auto fossa não trabalham há 8 meses; dejetos de fossas jorram pelas ruas e fedentina toma conta

Foto de líquido fétido jorrando na calçada da Daniel Comboni, na entrada da cidade; odor prejudica comerciantes e espanta clientes

EDMILSON RODRIGUES - A população da cidade está proibida de contar com o serviço de limpeza de fossas desde quando a Estância Turística de Ouro Preto do Oeste ainda era Município, e o resultado não poderia ser outro: a fedentina toma conta da área central, e em todos os setores e a população não aguenta mais.

Após oito meses parados, por uma ação movida pela Promotoria de Justiça ainda na gestão do ex-prefeito Alex Testoni, até hoje caminhões auto fossa ainda não podem recolher dejetos de fossas em Ouro Preto do Oeste e quem solicita o serviço tem que pagar entre R$ 400,00 e R$ 600,00 para empresas de outra cidade, por um serviço que custava R$ 100,00.

Donos de restaurantes, de lojas de vestuário e outros estabelecimentos comerciais lamentam essa situação, e a população em geral sofre com a quantidade de pernilongos em suas residências. “Quando um cliente entra na loja e sente um odor diferente, a gente ao invés de argumentar sobre nossos produtos perdemos um longo tempo para explicar que o mau cheiro é por causa da proibição imposta para as empresas de caminhões auto fossa”, admitiu o constrangimento, uma comerciária de uma loja localizada na principal avenida de Ouro Preto.

Pelos bairros da cidade, dezenas de moradores da cidade tiveram que abrir novas fossas para reduzir o problema, e evitarem multas da fiscalização, sem ter a quem recorrer.

Ano passado o Ministério Público acionou a prefeitura, a Justiça aplicou uma multa de R$ 200 mil à gestão do ex-prefeito Alex Testoni, e o atual prefeito revogou uma Lei de doação do terreno ao lado do lixão assim que assumiu o mandato sem se dar conta do que se tratava, voltando o processo à estaca zero.

Hoje, o prefeito Vagno Panisoly fez muita correria para solucionar a questão; a prefeitura já cumpriu todos os trâmites burocráticos e o deputado estadual Marcelino Tenório está cobrando da Sedam a licença definitiva que falta para os caminhões auto fossa voltarem a coletar dejetos de fossas na cidade.

Um problema dessa natureza, que causa tanto constrangimento para a população, demorar tanto para ser solucionado, comprova a ineficácia do poder público e a falta de habilidade dos representantes políticos de Ouro Preto do Oeste numa questão aparentemente simples.

Acrescenta a isso o fato de se tratar de uma Estância Turística.

SOLUÇÃO A VISTA  

O drama da população parece estar chegando ao fim. No último final de semana uma equipe de fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) veio a Ouro Preto e vistoriou o local na Linha 200, ao lado do lixão, aonde as duas empresas de Auto Fossa construíram lagoas de tratamento com mantas de proteção ambiental e caixas de armazenamento.

Resta apenas que a Sedam emita a Licença para que a população possa novamente utilizar o serviço de empresas habilitadas para esse serviço. O prefeito Vagno Panisoly está confiante que esta semana a licença chega a Ouro Preto do Oeste.

AS DUAS EMRPESAS DA CIDADE CONSTRUÍRAM AS REPRESAS NA ÁREA DO LIXÃO

EM TODA A CIDADE PODE-SE OBSERVAR FOSSAS JORRANDO LÍQUIDO FÉTIDO NAS RUAS

 

 

Fonte: www.correiocentral.com.br