Correio Central
Voltar Notícia publicada em 24/03/2017

Ouro-pretense visita a Nova Zelândia e conhece modelo de produção eficiente da pecuária leiteira

Morganna Medeiros visitou os sistemas mais modernos de produção de leite do mundo, e voltou entusiasmada para repassar conhecimentos

A jovem Morganna Medeiros de Miranda, Gestora Ambiental do Sindicato Rural (patronal) de Ouro Preto do Oeste, acaba de chegar da Nova Zelândia, onde permaneceu por duas semanas por meio do programa CNA Jovem - Jovens Liderando o Agro, idealizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e a Confederação Nacional da Agropecuária e Pecuária do Brasil (CNA).

Numa competição com objetivo de desenvolver novas lideranças para o campo no Brasil, Morganna conquistou o primeiro lugar com o projeto “Sala do Produtor”, e ganhou como prêmio a viagem à Nova Zelândia para conhecer o sistema de agricultura e agropecuária daquele país, que é referência mundial em bovinocultura de leite.

Morganna conta que a viagem até chegar à Nova Zelândia foi longa e cansativa, mas quando chegou lá todo cansaço valer a pena. “Nossa Jornada iniciou pela capital Auckland, onde pegamos um meio de transporte marítimo chamado ferry e fomos até a Ilha de Waiheke, a Ilha do Vinho, considerada uma das ilhas mais belas do mundo, paisagens e parreirais incríveis, para todo lado que se olha uma imagem linda parecendo sair de um quadro, onde tivemos oportunidade de conhecer algumas vinícolas, degustar vinhos de produção local, e comprovar a alta qualidade dos vinhos neozolandeses”.

 

Segundo Morganna, a Nova Zelândia é incrível, a cultura, educação, as belezas naturais, a Agropecuária. “Eu me apaixonei por tudo, mas em especial a oportunidade de conhecer a bovinocultura leiteira foi sensacional,as tecnologia são muito avançadas, como podemos ver desde a produção de sêmen bovino grandes novidades nesse setor, as ordenhas mecanizadas algumas em modo carrossel, com alto controle de dados”, descreveu.

“Mas também têm muitos comportamentos, ideias simples na produção leiteira que fazem grande diferença”, pontuou a gestora ambiental.

 

O QUE MORGANA CONHECEU QUE PODE SER USADO E INCORPORADO NO TRABALHO QUE DESENVOLVE NO BRASIL?

A parte de organização, de unidade dos produtores, todos os produtores fazem parte de associações ou cooperativas, se ajudam muito. Por exemplo, tem produtor que tem um rebanho de 6000 vacas e, se quebra uma cerca, ele não paga pra alguém consertar e com ajuda de vizinhos vão lá e faz o serviço, o que economiza mão de obra do funcionário que está na ordenha focado no trabalho dele. “No Brasil tem crescido número de associações e cooperativas, mas falta um trabalho de conscientização em massa incentivando essa atividade que faz grande diferença na vida do produtor”, ensina Morganna.

Ainda na bovinocultura leiteira, uma coisa simples que chamou atenção da ouropretense: a alimentação do rebanho 85% é pasto e silagem, os demais suplementos isso da um boom na qualidade do leite imensa. Por exemplo: após a ordenha, se pega um lote de vacas que já foram ordenhadas, leva todas juntas para os piquetes onde tem plantado nabo, delimitam uma área ate onde elas pode se alimentar e ali todas juntas comem aquele nabo que quando plantado da igual praga, a custo insignificante. O alimento é rico em água e vitaminas, que irá hidratar o animal, ajudá-lo recuperar energias após ordenha, o que já economiza no pasto, na água, e o animal recupera mais rápido. “Uma frase que escutamos muito foi ‘o bem estar animal, é igual bolso cheio’. Eles cuidam zelosamente das vacas, muito bonito de se ver, acredito que trabalhando isso na mentalidade do produtor ele ira notar a diferença da sua produção”, disse.

 

Lic – Livestock Improvement Corporation

Morganna Medeiros visitou a  LIC é uma das mais antigas cooperativas agrícolas da Nova Zelândia que fornece uma gama de serviços e soluções para melhorar a prosperidade e a produtividade dos  agricultores, e tem sido pioneiros em algumas das maiores inovações que proporcionam aos agricultores de hoje com a sua vantagem competitiva no cenário mundial, incluindo o teste sistemático de qualidade do leite, sêmen Long Last Liquid (fresco), tecnologia de DNA para identificar genômicamente e selecionar touros de elite e, mais recentemente, uma equipe de touros de gestação curta produzida para entregar descendência até 10 dias antes.

Como compromisso a prosperidade e a produtividade dos agricultores continua hoje, com:

Genética e informação para criar gado superior;

Informação para melhorar a tomada de decisões para permitir gado superior;

Hardware e sistemas para melhorar a produtividade ea tomada de decisões; e

Aproximadamente três quartos do rebanho nacional são gerados por um touro LIC; 90% dos produtores de leite utilizam MINDA, um sistema de identificação de animais e gerenciamento de informações. Negócio subsidiário A LIC Automation também fornece sistemas exclusivos de automação e tecnologia de sensores de leite para o galpão de lacticínios. A Lic exporta sêmen bovino para grande parte do mundo.

 

Ordenha Mecânizada (Sistema Carrossel)

Grande economia de mão de obra, apenas um funcionário para colocar teteiras nessa propriedade ordenha total de 3000 animais, duas vezes ao dia.

As informações vem em tempo real para sistema, no momento da ordenha. Já sai até informações sobre a qualidade do leite. Pois a medida de produção na Nova Zelandia, é feita por extrato solido e não liquido como no Brasil. Eles calculam quantidade de gordura e proteina do leite, medida por KG.

 

Fazenda Sucessão Familiar

Esta fazenda esta em fase de transição, o filho comprou uma propriedade e menor para levantar dinheiro para comprar a do pai. Na cultura neozolandesa não existe pai deixar terra de herança para filhos, os filhos saem de casa estudam, trabalham ganham seu dinheiro e voltam e compra a terra do Pai, assim o pai também garante uma renda futura para se aposentar. Esse é o único modelo de sucessão familiar existente no país, todas as propriedades que estão em varias gerações na família foram adquiridas dessa forma.

Morgana Medeiros Miranda confessa que ficou vislumbrada quando ganhou o prêmio nacional da CNA, mas não imaginava que o prêmio seria essa viagem fantástica e marcante a Nova Zelândia, que abriu seus olhos para novos projetos e novos horizontes, principalmente na sua atividade cotidiana que é auxiliar o produtor rural da região de Ouro Preto do Oeste.

“Essa viagem abriu minha visão para 360 graus e eu pude ver o quanto ainda tenho que aprender, o quanto ainda posso explorar no Agro tanto no Brasil quanto no mundo, cada produção, cada cultivo, era empolgante, apaixonante, e eu vi que quero cada vez mais desse setor fazendo parte da minha vida, quero poder contribuir e fazer a diferença aqui no Brasil, para que todos vejam o quanto é importante e quanto ainda temos potencial para melhorar”, finalizou. Autor: Edmilson Rodrigues. Fotos: arquivo de viagem

 

 

 

Fonte: Por Edmilson Rodrigues