Correio Central
Voltar Notícia publicada em 13/04/2017

Jovem produtor em Nova União, em sua segunda safra de inhame, comprova que a atividade gera emprego e renda

Na fase de preparo do solo e plantio, Jhonata mantém de 15 a 18 diaristas ganhando 70 reais por dia numa época que não tem serviço no campo

EDMILSON RODRIGUES - A rentabilidade e o retorno garantido com o inhame têm atraído a cada safra novos adeptos da cultura e, neste ano, são verificadas adesões na região de Ouro Preto d’Oeste. No município de Nova União, a experiência do jovem produtor Marcos de Jesus Jhonata com a primeira safra de inhame (cará-da-costa) virou notícia na região e muita gente está buscando informações para iniciar plantio.

Nesta safra, Jhonata está plantando inhame em quatro alqueires de terra e espera colher entre 150 a 200 toneladas de inhame. Nessa fase de preparo do solo e plantio, Jhonata mantém de 15 a 18 diaristas ganhando R$ 70,00 por dia numa época que não tem serviço no campo. Na primeira safra, o ciclo de preparo do solo, plantio, colheita e comercialização durou 1 ano, ele colheu cinco carretas bitrem lotadas do produto e vendeu com muita facilidade obtendo uma renda além do esperado.

Jhonata plantou inhame em 2015 no começo da chuva e iniciou a colheita em setembro, e a rentabilidade que ele obteve o estimulou a dobrar o plantio neste ano. Ele seguiu os passos coretos para iniciar o cultivo, primeiro fez o cálculo de risco, a análise de solo, e providenciou os equipamentos para o cultivo semimecanizado. “Muita gente entra sem pesquisar, sem ver a viabilidade. A gente tem terra, capital e maquinário. Eu providenciei o calcareamento e apliquei 70 por cento de fósforo com adubo na terra”, orienta o produtor de Nova União.

A experiência bem-sucedida de Marcos Jhonata tem chamado à atenção de outros produtores dos municípios da região de Ouro Preto, e certamente a cultura do inhame vai prosperar na região. Sempre animado, o jovem produtor sempre estimula e faz cálculos: “De certa forma dá mais lucro que o gado, o giro é mais rápido. O dinheiro que eu tiro aqui não tiro com criação de boi e não gera tanto emprego. O boi demora três anos para dar lucro e o inhame oito meses”.

Formiga Saúva

Apesar dos resultados positivos é preciso planejar antes de aderir à cultura do inhame, porque nem tudo é um “mar de rosas”. Jhonata explica que depois do plantio tem que controlar as pragas e seguir os tratos culturais. No município de Nova União, diferente da região do Vale do Guaporé, as plantas da primeira safra de Jhonata sofreram ataques de formigas Saúva cortadeiras, espécie que utiliza vegetais para cultivar o fungo do qual se alimenta.

SAFRA DE JHONATA TEM MERCADO GARANTIDO FORA DE RONDÔNIA

 

PLANTIO DE NOVA UNIÃO GERA EMPREGOS PARA JOVENS